Engenheiros da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign desenvolveram um novo método de teste capaz de prever a durabilidade do cimento em segundos a minutos, enquanto métodos tradicionais exigem várias horas. O método utiliza tecnologia de visão computacional para avaliar o desempenho, medindo o comportamento de gotas de água na superfície do cimento, e o equipamento de teste custa menos de US$ 200. Esse avanço pode ajudar a indústria de cimento a implementar controle automatizado de qualidade de materiais de forma rápida.
O concreto é o segundo material mais consumido na Terra, depois da água, mas com o tempo ele se degrada devido à exposição a sais de degelo, ciclos de congelamento e descongelamento e infiltração de água, levando à corrosão de armaduras, falha estrutural e até consequências catastróficas, como o colapso de um prédio residencial na Flórida em 2021. Um dos testes-chave para prever a durabilidade de sistemas de cimento é medir a absorção de água da pasta de cimento, que está intimamente relacionada à durabilidade. Atualmente, o teste padrão ASTM C1585 exige que amostras de concreto sejam submersas em água em laboratório, e técnicos observem continuamente a variação de peso das amostras por horas ou dias para medir a “absorção de água”.
No novo estudo, o equipamento utiliza visão computacional para prever a absorção inicial de água, observando a velocidade com que uma gota individual é absorvida pela superfície nos primeiros segundos ou minutos. Os pesquisadores testaram mais de 60 amostras diferentes usando o novo método, obtendo boa correlação com os resultados do teste tradicional ASTM. A equipe também identificou que o ângulo inicial de contato da gota com a superfície do cimento é um fator importante, e esse tipo de complexidade foi incorporado ao novo teste. Atualmente, o grupo trabalha para ampliar a escala do teste, incluindo argamassas e concretos com texturas e composições químicas mais complexas.











