Experimentos conduzidos por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Hokkaido, no Japão, na parte externa da Estação Espacial Internacional, mostram que os esporos de musgo apresentam significativa capacidade de adaptação ao ambiente espacial. Os resultados do estudo foram publicados em 20 de novembro na revista iScience, mostrando que mais de 80% dos esporos de musgo mantiveram a capacidade de reprodução após 283 dias expostos fora da Estação Espacial Internacional.
A equipe de pesquisa fixou esporos de musgo rastejante na parte externa da Estação Espacial Internacional, expondo-os diretamente ao vácuo do espaço, radiação e condições extremas de temperatura. O líder do projeto, Tomomichi Fujita, afirmou: “Esperávamos originalmente que a taxa de sobrevivência fosse quase zero, mas o resultado foi justamente o contrário: a maioria dos esporos sobreviveu. A incrível vitalidade dessas pequenas células vegetais realmente nos surpreendeu.” O experimento revelou que a estrutura protetora ao redor dos esporos absorve eficientemente a radiação ultravioleta, fornecendo uma barreira para os esporos internos.
Modelos matemáticos baseados nos dados experimentais preveem que os esporos de musgo podem sobreviver até cerca de 15 anos no ambiente espacial. Fujita destacou: “Em última análise, esperamos que este trabalho abra novas possibilidades para a construção de ecossistemas em ambientes extraterrestres, como a Lua e Marte.” Este estudo fornece novas bases experimentais para a exploração de sistemas agrícolas fora da Terra, demonstrando o potencial dos esporos de musgo para sobreviver em ambientes espaciais extremos.













