Pesquisa da Universidade de Sharjah: Inteligência Artificial impulsiona novas abordagens no diagnóstico e tratamento do câncer de pâncreas
2025-11-24 11:23
Fonte:Universidade de Sharjah
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Cientistas da Universidade de Sharjah revelaram em uma nova pesquisa que oncologistas estão utilizando a Inteligência Artificial (IA) para avançar na detecção precoce do câncer de pâncreas e na compreensão da progressão da doença. Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Basic and Applied Sciences da Benisuvef University, trazendo novas esperanças para o diagnóstico e tratamento dessa doença.

O câncer de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade: em 2022, foram registrados globalmente 467.409 óbitos e 510.992 novos casos. Devido à ausência de marcadores moleculares exclusivos e sintomas clínicos, geralmente é diagnosticado em estágio avançado, sendo conhecido como o “rei dos cânceres”. Cientistas afirmam que a detecção precoce e o estadiamento preciso são cruciais para melhorar os resultados do tratamento. No estudo, eles forneceram um resumo conciso sobre o uso da IA no diagnóstico, prognóstico e tratamento do câncer de pâncreas, apontando que a detecção inicial por IA pode melhorar significativamente o prognóstico dos pacientes. As técnicas de análise de imagens impulsionadas por IA têm potencial para transformar sistemas de diagnóstico assistido por computador, ajudando médicos a realizar avaliações precisas.

A multiômica é um aspecto importante da pesquisa, exigindo integração e análise de diferentes tipos de dados e conhecimentos especializados para compreender profundamente o câncer de pâncreas. Os pesquisadores enfatizam que a IA tem papel significativo na multiômica, e que a integração da tecnologia com a saúde está conduzindo a um novo paradigma na medicina. Esse avanço depende do esforço conjunto de profissionais de diversas áreas. Embora os sistemas computacionais tenham limitações, sua capacidade de processamento robusta é prevista para trazer avanços substanciais.

Os autores destacam que os modelos de IA podem identificar tumores pancreáticos precocemente, auxiliando médicos na avaliação de riscos e no planejamento de tratamento. Contudo, também alertam para a necessidade de melhor compreensão e controle desses modelos, que podem ser complexos de operar e interpretar, tornando a aplicação clínica desafiadora. Médicos precisam interpretar claramente os resultados do algoritmo para avaliar sua aplicabilidade e confiabilidade. Apesar da complexidade, os pesquisadores trabalham no desenvolvimento de métodos que permitam ao pessoal de saúde utilizar a IA com confiança, ganhando a confiança dos pacientes.

Eles prevêem que avanços na área de IA explicável reduzirão a complexidade de uso das ferramentas, tornando-as mais facilmente adotáveis na clínica. Pesquisadores em câncer estão criando e aplicando métodos de IA explicável para interpretar previsões. Além disso, abordagens de Internet das Coisas (IoT) também têm atraído atenção, com potencial para transformar a detecção, prognóstico e tratamento do câncer de pâncreas. A IA ainda pode auxiliar oncologistas a integrar dados dos pacientes para desenvolver tratamentos personalizados e prever respostas a diferentes terapias.

Os autores concluem enfatizando a necessidade de mais pesquisas sobre câncer de pâncreas baseadas em IA, com o objetivo de criar “modelos semiautônomos que aliviem a carga dos médicos, aumentem a produtividade ou operem de forma totalmente autônoma”.

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