Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul desenvolveram um novo motor que gira sem depender de componentes rígidos, sendo impulsionado por gotículas de metal líquido. Essa inovação promete revolucionar a robótica flexível, a eletrônica flexível e os dispositivos médicos.

Esse micromotor, chamado Motor de Pá Rotativa de Gotículas de Metal Líquido, emprega um princípio de funcionamento completamente novo. Ele elimina componentes rígidos tradicionais, como bobinas ou ímãs, utilizando o fluxo interno de gotículas de metal líquido imersas em uma solução salina e expostas a um campo elétrico para gerar rotação. Uma pequena pá de cobre, colocada dentro do metal em rotação, é impulsionada por esse fluxo interno, gerando assim a rotação. O Dr. Priyank Kumar, autor principal e líder do projeto, afirmou: "Esta é uma forma completamente nova de locomoção. Usamos o metal líquido autofluido para gerar rotação, eliminando a necessidade de peças móveis tradicionais. A estrutura é simples, compacta e altamente flexível." Este motor pode atingir velocidades de até 320 rotações por minuto, estabelecendo um novo padrão para atuadores de metal líquido, provando que o simples fluxo de metal pode gerar rotação e inaugurando uma nova categoria de motores.
Motores são amplamente utilizados no dia a dia, desde a vibração de celulares e ventiladores de resfriamento de laptops até o foco de câmeras. Motores rotativos convertem energia em torque, fornecendo energia para diversos dispositivos. Como muitos dispositivos dependem do movimento rotacional, novos métodos de fabricação de motores podem remodelar máquinas em residências, indústrias e na área médica. Motores de metal líquido estão se mostrando valiosos em cenários onde componentes rígidos tradicionais são inadequados, como robôs flexíveis que exigem máquinas capazes de se dobrar, esticar ou se comprimir em espaços confinados. Engrenagens e eixos rígidos limitam seu desenvolvimento, enquanto motores flexíveis e adaptáveis podem abrir novos caminhos para o design de robôs. O professor Kuros Karantar-Zade, da Universidade de Sydney, afirmou que, no futuro, microrrobôs poderão se mover em espaços estreitos e irregulares dentro do corpo humano, impulsionados por motores flexíveis. Richard Fox, um estudante de doutorado que desenvolveu o motor, descreveu o projeto como simples, semelhante a uma roda d'água em miniatura, com metal líquido giratório impulsionando lâminas de cobre. Além disso, os motores de metal líquido podem ser usados em eletrônica flexível, dispositivos microfluídicos e implantes biomédicos, e sua simplicidade e adaptabilidade permitem que os engenheiros criem máquinas que antes eram impossíveis.













