Uma equipe de pesquisa da Universidade McGill, no Canadá, desenvolveu recentemente um novo material inteligente ultrafino que pode ser programado para realizar dobraduras, movimentos e mudanças de forma semelhantes a origami. Essa tecnologia promete ser útil para a criação de robôs flexíveis mais macios e seguros, e as descobertas foram publicadas nos periódicos acadêmicos Materials Vision e Advanced Science.

Essa pesquisa foi uma colaboração entre o laboratório de Hamid Akbarzadeh, no Departamento de Engenharia de Bio-recursos, e o laboratório de Marta Cerruti, no Departamento de Engenharia de Minas e Materiais. Com base em folhas de óxido de grafeno dobradas, a equipe fabricou com sucesso microestruturas capazes de andar, girar e detectar seus próprios movimentos. O estudo mostra que esse material inteligente pode responder a mudanças na umidade ambiente para abrir e fechar, e também pode ser controlado magneticamente de forma remota pela incorporação de partículas magnéticas. A preparação e a caracterização do filme magnético de óxido de grafeno também são descritas.
Os pesquisadores destacam que os filmes de óxido de grafeno têm potencial no campo da robótica flexível de próxima geração, mas anteriormente eram limitados por desafios como fragilidade, dificuldade de produção em larga escala e complexidade na programação de movimentos. O filme desenvolvido pela equipe agora combina resistência e flexibilidade, permitindo movimentos complexos sem a necessidade de motores externos volumosos ou componentes rígidos.
Além disso, a condutividade elétrica do material muda quando dobrado, permitindo que ele seja usado simultaneamente como atuador e sensor. Os pesquisadores afirmam que esse avanço marca o nascimento do primeiro metamaterial multifuncional reconfigurável para sensoriamento e atuação, abrindo novos caminhos para aplicações em robótica flexível, dispositivos médicos adaptativos e embalagens inteligentes.













