Nova pesquisa identifica sítio de marcação crucial para degradação da proteína da doença de Huntington
2026-02-09 14:57
Fonte:Universidade de Ruhr em Bochum
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Em 8 de janeiro de 2026, a revista Proceedings of the National Academy of Sciences publicou um novo avanço na pesquisa dos mecanismos da doença de Huntington. Uma equipa de investigação do Departamento de Genética Humana da Universidade de Ruhr em Bochum, Alemanha, liderada pelos professores Ruan e Fufu, em colaboração com o professor Aaron Ciechanover, cientista israelita e laureado com o Prémio Nobel da Química de 2004, revelou que sítios específicos de ubiquitinação na proteína huntingtina mutante têm um impacto crucial na sua degradação e distribuição celular, o que pode fornecer novas perspetivas para o desenvolvimento futuro de estratégias terapêuticas.

O professor Ruan Haofu é diretor do Departamento de Genética Humana da Universidade de Ruhr em Bochum.

A doença de Huntington é uma doença genética grave causada por uma mutação genética, para a qual atualmente não existe cura. A mutação faz com que a proteína huntingtina se dobre incorretamente e se acumule, desencadeando uma série de sintomas, incluindo distúrbios motores e demência. O professor Ruan explicou: "Ela contém uma cadeia estendida de glutamina, o que leva a um dobramento incorreto da proteína, impedindo-a de funcionar normalmente." A eliminação destas proteínas nocivas é um elo crucial na intervenção da doença.

O estudo focou-se no processo de "marcação" que antecede a degradação da proteína huntingtina. O professor Ruan salientou: "Antes de uma proteína danificada ou mal dobrada ser decomposta, ela é marcada e transportada para o complexo de degradação da célula. A marcação por ubiquitina em duas posições específicas da proteína huntingtina – K6 e K9 – desempenha um papel fundamental na degradação e distribuição da proteína dentro da célula." Em condições normais, a proteína marcada é transportada para o proteassoma para ser eliminada.

Para verificar a importância destes dois sítios, a equipa de investigação utilizou um modelo de rato editado geneticamente. Eles não só introduziram o gene humano mutante causador da doença, como também modificaram especificamente os sítios K6 e K9 para impedir a sua marcação por ubiquitina. Os resultados mostraram que, em comparação com ratos que apenas carregavam a mutação da doença de Huntington, os ratos com estes sítios "bloqueados" apresentaram sintomas mais cedo e uma progressão da doença significativamente mais grave.

Esta descoberta aprofunda a compreensão dos mecanismos patológicos da doença de Huntington. O professor Ruan afirmou: "Acreditamos que a proteína mutante consegue evitar a degradação devido a alterações estruturais induzidas pela doença e à perturbação da marcação por ubiquitina nos sítios-chave, o que inibe a sua decomposição." Compreender estes sítios de marcação cruciais pode, no futuro, ajudar a conceber novos métodos para estimular a degradação da proteína mutante, trazendo esperança para a conquista da doença de Huntington.

Detalhes da publicação: Autores: Pengfei Qi et al., Título: "Preventing K6 and K9 ubiquitination exacerbates disease pathology in a knock-in mouse model", Publicado em: Proceedings of the National Academy of Sciences (2026), Informação da revista: Proceedings of the National Academy of Sciences

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