O instituto de pesquisa interdisciplinar suíço Empa, focado em ciência e tecnologia de materiais, tem seu Laboratório de Nanomateriais para Saúde, liderado pelo professor Peter Wick, explorando novas formas de usar nanomateriais ativados por luz para neutralizar patógenos. Wick aponta: "Precisamos urgentemente de novas formas de tratar e prevenir infecções. Com os antibióticos disponíveis atualmente, cada vez mais patógenos não conseguimos mais controlar." A pesquisa visa enfrentar o crescente problema da resistência aos antibióticos.

Em 2023, o laboratório contratou o químico Giacomo Reina para liderar um projeto de desenvolvimento de novos revestimentos antibacterianos baseados em ácido de grafeno. Esses nanomateriais são ultrafinos e transparentes, podendo ser aplicados de forma invisível em dispositivos médicos. Reina explica: "Precisamos que os nanomateriais não sejam apenas antibacterianos, mas também biocompatíveis com tecidos, ambientalmente amigáveis e estáveis." A equipe já sintetizou quatro materiais, otimizando suas propriedades.
A ativação por luz é uma característica chave desses nanomateriais. Reina esclarece: "O efeito antibacteriano pode ser controlado com precisão: ligado, desligado ou ajustado através da energia luminosa apropriada." Luz infravermelha próxima pode penetrar tecidos até dois centímetros, ativando o revestimento sob a pele e gerando radicais livres de oxigênio que danificam a superfície bacteriana. Testes mostraram que um dos materiais eliminou quase 100% das cepas de bactérias resistentes, superando amplamente revestimentos à base de prata, sem efeitos colaterais ou desenvolvimento de resistência observados.
A equipe está agora aplicando os nanomateriais em implantes dentários para prevenir infecções. A doutoranda Paula Bfcrgisser (Nota: O nome parece conter um caractere não padrão; mantido conforme original) pesquisa essa direção desde o verão de 2025, trabalhando em St. Gallen e Zurique. Reina afirma que o revestimento pode ser reativado repetidamente sem perder eficácia. Wick prevê que a tecnologia levará de 10 a 15 anos para chegar à clínica e vislumbra seu potencial em áreas como sensores e tratamento do câncer. Ele diz: "Os nanomateriais podem ter um impacto real na medicina. Estamos no início dessa jornada, e a pesquisa básica continua a fornecer novas descobertas."











