Um estudo apresentado recentemente no Congresso da Associação Europeia de Urologia, realizado em Londres, mostrou que o uso de tecnologia de realidade virtual para explicar o procedimento de litotripsia extracorpórea por ondas de choque aos pacientes pode efetivamente aumentar a calma e a satisfação dos mesmos.

Solomon Bracey e sua equipe do Hospital Geral de Southampton, no Reino Unido, utilizaram a realidade virtual como uma ferramenta para melhorar o processo de consentimento informado para a litotripsia extracorpórea por ondas de choque. Eles convidaram pacientes prestes a se submeter ao procedimento a assistir a uma animação de realidade virtual de três minutos, cobrindo as etapas da cirurgia e a anatomia do sistema urinário. Os pacientes preencheram questionários e avaliaram seu próprio nível de dor antes e após a cirurgia.
Um total de 150 pacientes completou toda a pesquisa. Os resultados mostraram que a tecnologia de realidade virtual melhorou significativamente a compreensão e a confiança dos pacientes em relação à litotripsia extracorpórea por ondas de choque, ao mesmo tempo em que reduziu a ansiedade. Houve uma melhora geral nas emoções positivas e uma redução correspondente nas emoções negativas; a calma e a satisfação aumentaram visivelmente, enquanto a hesitação e a preocupação diminuíram. Em comparação com materiais impressos tradicionais, a realidade virtual foi considerada mais acessível e prática; 88% dos participantes apoiaram fortemente o uso dessa tecnologia em tratamentos futuros. Além disso, a pontuação média de dor pós-operatória caiu para 2,17, inferior aos dados de estudos anteriores relacionados.
Solomon Bracey declarou: "A realidade virtual já demonstrou promover a aprendizagem e a retenção de conhecimento, e nossa pesquisa mostra que ela pode ajudar as pessoas a tomar decisões mais informadas sobre questões de saúde."













