Estudo da equipe LASP da Universidade do Colorado descobre que gelo de água na Lua pode ter se acumulado lentamente por bilhões de anos, reduzindo a localização de crateras no polo sul
2026-04-09 15:13
Fonte:University of Colorado at Boulder
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Um novo estudo conduzido por uma equipe internacional de cientistas sugere que o gelo de água na Lua pode ter se acumulado gradualmente ao longo de bilhões de anos, em vez de ter origem em um único evento de grande escala. A pesquisa, que contou com a participação do cientista planetário Paul Hayne do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial (LASP) da University of Colorado at Boulder, foi publicada na revista Nature Astronomy. Lua

O estudo se concentra no mistério do gelo de água lunar que há muito intriga a comunidade científica. Com base em dados de observação de missões como o Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA, as evidências indicam que o gelo de água está principalmente aglomerado dentro de crateras profundas e escuras perto do polo sul da Lua, mas sua origem e mecanismo de distribuição ainda não estão claros. A equipe de pesquisa descartou a possibilidade de o gelo de água ter chegado à Lua de uma só vez através do impacto de um cometa gigante.

Hayne apontou: "As crateras mais antigas da Lua tendem a conter as maiores quantidades de gelo de água, sugerindo que ele pode ter se acumulado continuamente por cerca de 3 a 3,5 bilhões de anos." Ele explicou ainda que o gelo de água lunar é crucial para futuras explorações de astronautas, podendo ser extraído para água potável ou produção de combustível para foguetes. O autor principal do estudo, Oded Aharonson, do Instituto de Ciência Weizmann em Israel, acrescentou: "Encontrar água utilizável fora da Terra é um dos grandes desafios da astronomia."

Os pesquisadores exploraram as possíveis fontes do gelo de água lunar, incluindo atividade vulcânica antiga, impactos de cometas ou asteroides, e hidrogênio trazido pelo vento solar que se transforma em água na superfície lunar. Independentemente da fonte, acredita-se que o gelo de água se acumule em "armadilhas frias" — crateras permanentemente em sombra. Observações do projeto Lyman Alpha Mapping da NASA já forneceram pistas sobre a presença de gelo de água nessas regiões, mas a distribuição apresenta características irregulares.

Para explicar esse fenômeno, Hayne, Aharonson e o coautor Norbert Schörghofer recuaram na história lunar, usando dados de temperatura e simulações de computador para analisar a evolução das crateras. Eles descobriram que o eixo de rotação da Lua mudou no passado, fazendo com que as áreas atualmente sombreadas nem sempre tenham estado na escuridão. Os resultados da simulação produziram uma lista das armadilhas frias mais persistentes, que corresponderam às regiões onde o gelo de água é observado de forma mais proeminente. Por exemplo, a cratera Haworth, perto do polo sul, pode ter estado sombreada por mais de 3 bilhões de anos, tornando-se um alvo prioritário para armazenamento de gelo de água.

Hayne enfatizou que observações mais detalhadas são necessárias para verificar essas descobertas. Ele está desenvolvendo o Sistema Compacto de Imagem Infravermelha Lunar para coletar dados, e a NASA planeja implantar o instrumento na região do polo sul até o final de 2027. Por fim, a questão da origem do gelo de água precisará ser resolvida por meio da análise de amostras, possivelmente envolvendo testes in situ na Lua ou o retorno de amostras à Terra.

Detalhes da publicação: Autores: University of Colorado at Boulder; Título: «Water on the moon? New study narrows down the mostly likely locations»; Publicado em: Nature Astronomy (2026); Informação do periódico: Nature Astronomy

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