A cadeia global de suprimentos de minerais críticos está enfrentando desafios cada vez mais severos. Previsões divulgadas pela ONU em março de 2026 indicam que a demanda por minerais críticos como lítio, cobre, cobalto, níquel, grafite e terras raras está crescendo rapidamente. Esses materiais são essenciais para energia limpa, dispositivos digitais e sistemas de defesa, e sua importância estratégica aumentou significativamente.
Rosemary DiCarlo, Secretária-Geral Adjunta da ONU, destacou que o comércio de minérios brutos e semi-processados atingiu cerca de US$ 2,5 trilhões em 2023, representando mais de 10% do comércio global. A avaliação da ONU prevê que o consumo pode triplicar até 2030 e quadruplicar até 2040, impulsionado principalmente pela demanda por veículos elétricos, energias renováveis e data centers de inteligência artificial.
A cadeia de suprimentos de minerais críticos enfrenta riscos de concentração, com a China dominando os setores de processamento e refino, enquanto novos projetos de mineração geralmente levam de 7 a 15 anos desde a exploração até a produção, causando atrasos na oferta. Fatores geopolíticos, como restrições à exportação e políticas comerciais, intensificam a incerteza. Países estão buscando diversificação por meio de cooperação internacional, como a parceria Austrália-EUA e o desenvolvimento de recursos na África.
Tecnologias de reciclagem oferecem um complemento para a segurança do suprimento, mas a capacidade atual de reciclagem atende apenas 5-20% da demanda. Chris Wright, Secretário de Energia dos EUA, afirmou: "O trabalho que fazemos hoje, especialmente em relação à importância estratégica dos minerais críticos e da energia, está diretamente ligado à prevenção de conflitos e à construção de um mundo onde os países possam cooperar e avançar juntos." Investidores precisam estar atentos aos longos ciclos de desenvolvimento e aos impactos geopolíticos para aproveitar as oportunidades no mercado de minerais críticos.










