A Volcan Compañía Minera anunciou que seu projeto de mineração Romina, localizado na província de Huaral, no Peru, está programado para iniciar uma produção gradual em meados de 2026, com uma meta de produção diária de 3.000 toneladas, a fim de garantir a continuidade operacional do complexo Alpamarca. A informação foi divulgada por Aldo de la Cruz, vice-presidente de operações da empresa, durante uma conferência organizada pelo Instituto de Engenheiros de Minas do Peru.
O projeto, situado a mais de 4.000 metros acima do nível do mar, está atualmente em construção e prevê um investimento entre US$ 115 milhões e US$ 135 milhões. O projeto Romina produzirá zinco, chumbo e prata, com uma vida útil operacional estimada até 2037, utilizando uma combinação de métodos de mineração a céu aberto e subterrânea.
Em sua apresentação intitulada "Inovação Tecnológica e Automação no Projeto Romina", De la Cruz indicou que a fase inicial de ramp-up está prevista para começar entre junho e julho de 2026. Ele afirmou: "Este ano, planejamos concluir aproximadamente 600.000 toneladas de preparação, com o objetivo de alcançar uma produção diária de 3.000 toneladas, que será a fase ideal de operação." O executivo destacou que o projeto Romina não apenas visa manter a continuidade de Alpamarca, mas também é visto como um elemento-chave para o crescimento da Volcan no setor de polimetálicos no Peru.
De la Cruz também mencionou que o depósito Romina tem potencial de expansão para o norte, o que poderia levar a um aumento significativo na capacidade no futuro. Ele acrescentou: "A meta para os primeiros cinco anos é de 3.000 toneladas por dia, mas temos potencial aberto para um crescimento substancial nos próximos cinco ou seis anos." Esse planejamento posiciona o projeto Romina como uma iniciativa prioritária para a Volcan no curto prazo.
A Volcan afirmou que o projeto Romina está integrado à sua rede de ativos de mineração no cinturão polimetálico dos Andes Centrais do Peru, uma região conhecida por sua longa tradição minerária. A empresa possui uma plataforma operacional que inclui seis minas e cinco usinas de beneficiamento, além de 13 usinas hidrelétricas com uma capacidade total de geração de 42 MW. Até dezembro de 2025, a Volcan relatou recursos de 491 milhões de toneladas e reservas de 46 milhões de toneladas, distribuídos principalmente nas regiões de Lima, Junín e Pasco.
Com a entrada em produção prevista para meados de 2026, o projeto Romina fortalecerá a continuidade operacional de Alpamarca, adicionará produção de zinco, chumbo e prata e inaugurará uma nova fase de desenvolvimento no coração da mineração peruana.









