Core Energy Minerals descobre mineralização de terras raras de alto teor em perfurações no projeto Tunas, no Brasil
2026-06-05 14:48
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De acordo com pt.wedoany.com-A Core Energy Minerals (ASX:CR3) divulgou os resultados mais recentes da perfuração helicoidal de adensamento no projeto Tunas, no sul do Brasil, revelando uma mineralização espessa e rasa de terras raras, reforçando a avaliação da empresa sobre a escala e continuidade deste sistema próximo à superfície. A segunda fase do programa de perfuração helicoidal mecanizada confirmou que a camada mineralizada mantém continuidade lateral dentro da área testada.

Os resultados de destaque mais recentes incluem: o furo TNTR018, com 12,3 metros de mineralização a partir da superfície, com teor de Óxidos de Terras Raras Totais (TREO) de 2014,9 ppm e teor de Óxidos de Terras Raras Magnéticos (MREO) de 560,8 ppm; dos quais um intervalo de 7,3 metros apresentou teor de TREO de 2627,4 ppm e teor de MREO de 896,2 ppm. Outros bons resultados incluem: o furo TNTR017, com 3,3 metros de mineralização a partir de 7 metros de profundidade, com teor de TREO de 2261,2 ppm, dos quais um intervalo de 2,3 metros apresentou teor de TREO de 2822,4 ppm e teor de MREO de 718,6 ppm; o furo TNTR016, com 8,5 metros de mineralização a partir de 4 metros de profundidade, com teor de TREO de 1567,8 ppm; e o furo TNTR014, com 6 metros de mineralização a partir de 5 metros de profundidade, com teor de TREO de 979 ppm. Nenhum dos furos atingiu o embasamento fresco, indicando que a espessura total do perfil de intemperismo e da camada mineralizada ainda precisa ser determinada.

Tony Greenaway, Diretor-Geral da Core Energy Minerals, afirmou que esses resultados continuam confirmando o alto potencial do projeto. Ele destacou que a mineralização de terras raras, hospedada em argilas saprolíticas no projeto Tunas, no sul do Brasil, apresenta alto teor, permanece aberta em profundidade e é enriquecida em terras raras magnéticas e praseodímio-neodímio, que são de interesse do mercado.

As perfurações recentes apoiam ainda mais a tese do desenvolvimento de um sistema de terras raras do tipo argila de adsorção iônica no perfil de intemperismo profundo sobre biotita gnaisse alterado. As amostras de maior teor provêm da camada saprolítica inferior, próxima à zona de transição saprolítica, onde fragmentos de biotita gnaisse alterado estão hospedados em uma matriz rica em argila. Os resultados da distribuição de terras raras também são notáveis, com análises recentes mostrando um teor médio de MREO superior a 26% do TREO, atingindo até 41%, indicando que o projeto Tunas possui um componente significativo de terras raras magnéticas.

A empresa está realizando trabalhos de teste de lixiviação em uma grande quantidade de amostras residuais para avaliar as características de extração de terras raras e validar ainda mais o modelo de mineralização de argila de adsorção iônica. A CR3 já perfurou 19 furos, totalizando 166,4 metros, e os resultados de análises de 14 furos helicoidais ainda não foram divulgados. A empresa está focada em determinar a escala e continuidade do sistema. Resultados de análises subsequentes e trabalhos de teste de lixiviação devem fornecer mais informações sobre a escala e as características do sistema de mineralização.

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