Investo lança ETF de terras raras RARA11 no Brasil nesta sexta-feira
2026-06-28 11:04
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De acordo com pt.wedoany.com-A Investo lançará nesta sexta-feira na B3 o RARA11, um ETF que acompanha terras raras e metais estratégicos. O produto começará a ser negociado no mercado secundário na segunda-feira, 29 de junho.

Em meio a disputas geopolíticas, Investo inclui terras raras na pauta de ETFs

Terras raras e metais estratégicos são amplamente utilizados em hardware de inteligência artificial, sistemas de defesa e equipamentos de alta tecnologia, sendo matérias-primas focais nas disputas geopolíticas entre China e Estados Unidos. O CEO da Investo, Cauê Mançanares, afirmou que, com a disseminação da tecnologia no mundo físico, a dependência desses minerais continuará a se aprofundar no futuro.

O ETF acompanha o fundo REMX, negociado na Bolsa de Valores de Nova York pela gestora americana VanEck, que administra US$ 200 bilhões em ativos. O REMX possui US$ 3 bilhões em ativos e liquidez média diária de US$ 107 milhões. O ETF aceita apenas empresas com pelo menos 50% da receita proveniente de terras raras. A parceria entre VanEck e Investo começou em 2022, quando a VanEck participou de um investimento seed de US$ 8 milhões na Investo, posteriormente adquirindo a gestora brasileira. Desde então, a Investo também lançou o CHIP11 (ETF de semicondutores) e o NUCL11 (ETF de urânio e tecnologia nuclear), ambos baseados em produtos da VanEck.

O RARA11 é composto por mais de 30 empresas globais de terras raras e metais estratégicos. Empresas chinesas representam 27,1% da carteira, a maior fatia; a Austrália responde por 25,9%, e os Estados Unidos, por 20,1%. Canadá e Chile detêm 11,4% e 5,3%, respectivamente. Mançanares destacou que a diversificação geográfica é um ponto central do produto. Como a China controla cerca de 90% da capacidade global de refino e separação de terras raras, investir em produtores de outros países é visto como uma forma de mitigar riscos geopolíticos.

Mançanares acredita que, diante da expectativa de crescimento da demanda e do papel estratégico dos metais, a maioria dos investidores deveria alocar posições nesse setor. Ele considera o tema de investimento de médio a longo prazo, podendo ser reforçado por políticas governamentais de incentivo à produção de terras raras. Por exemplo, o Pentágono mantém um estoque de minerais críticos superior a US$ 1 bilhão e, em 2025, tornou-se o maior acionista da MP Materials, a única produtora integrada de terras raras dos Estados Unidos.

O desempenho do fundo REMX, acompanhado pelo RARA11, reflete o crescente interesse do mercado pelo setor de terras raras. Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou alta de 125% em dólar, enquanto o Ibovespa subiu 25,5% no mesmo período; no ano, a valorização já é de 20,8%.

O lançamento do ETF ocorre em meio à aceleração da expansão do mercado de ETFs no Brasil. Segundo dados da B3, o número de fundos listados passou de 125 em maio de 2025 para 196 em maio de 2026, um crescimento de 57% em 12 meses. No mesmo período, o volume de ativos financeiros saltou de R$ 61 bilhões para R$ 121 bilhões. Em maio, o número de investidores com ETFs atingiu 860 mil, um aumento de 18% em relação ao início do ano. A Investo possui 30 produtos listados, representando cerca de 15% de todos os ETFs da B3.

A diretora de operações da Investo, Alessandra Gontijo, afirmou que o RARA11 nasceu de uma demanda expressa em uma mensagem de usuário. Ela destacou que o objetivo da empresa é oferecer aos investidores brasileiros uma linha completa de ETFs, desde alocações estruturais até produtos temáticos.

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