De acordo com pt.wedoany.com-O Paraguai, durante sua presidência rotativa do Mercosul (Mercado Comum do Sul), apresentou um roteiro para o plano de minerais críticos do bloco, que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva considerou um "ponto de partida" para a autonomia estratégica do grupo. A proposta visa preencher uma lacuna na área de recursos estratégicos do Mercosul: atualmente, falta ao bloco uma avaliação conjunta de seu próprio potencial mineral, bem como uma lista de projetos prioritários passíveis de desenvolvimento conjunto.

Os Estados-membros do Mercosul incluem Argentina, Bolívia (em processo de adesão), Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela (suspensa). Os Estados associados incluem Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname. Ao discursar para os líderes do bloco, Lula afirmou: "Possuímos vastas reservas de minerais críticos, ativos indispensáveis para a descarbonização e a revolução digital. Desenvolver cadeias produtivas regionais que incluam etapas de maior valor agregado é uma questão de segurança nacional e soberania." Ele também destacou que o Mercosul "ainda não possui um mapa comum de seu próprio potencial, nem uma avaliação de projetos estratégicos que possam ser desenvolvidos em conjunto".
A iniciativa surge em meio à crescente disputa global por minerais críticos como lítio, cobre, níquel, grafite e terras raras. Essas matérias-primas são componentes essenciais para baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, centros de dados e equipamentos de defesa. Há duas semanas, o G7 (Grupo dos Sete) emitiu uma declaração concordando em reduzir a dependência de fornecedores de minerais críticos e terras raras, visando encontrar alternativas à cadeia de suprimentos chinesa e lançando sua própria aliança. A América do Sul abriga algumas das maiores reservas mundiais desses recursos, incluindo o triângulo do lítio formado por Argentina, Bolívia e Chile, além das reservas brasileiras de grafite, níquel, manganês e terras raras. Essa discussão também se intensifica alguns meses após a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, cujo um dos interesses estratégicos europeus é diversificar a cadeia global de suprimentos de matérias-primas críticas, reduzindo a dependência da China.
Como o último resultado da presidência paraguaia do bloco — o Uruguai assumirá o cargo em 1º de julho —, a apresentação do roteiro do plano de minerais críticos do Mercosul ocorre num momento em que os países detentores desses recursos começam a discutir como ir além da exportação de minério bruto. Por exemplo, Lula defende o desenvolvimento de cadeias produtivas regionais com maior valor agregado, visando atrair investimentos para etapas como beneficiamento, refino, fabricação de componentes e desenvolvimento industrial, alinhando-se à proposta de marco legal aprovada pela Câmara dos Deputados brasileira no início de maio. No entanto, não há consenso dentro do bloco. A Argentina, sob a liderança de Javier Milei, já sinalizou a intenção de seguir seu próprio caminho. Em fevereiro, a Argentina assinou um acordo com os Estados Unidos sobre o tema, focado na exportação de minerais. O próprio Milei não compareceu à reunião de chefes de Estado nesta terça-feira, alegando compromissos internos. Além de Lula, participaram do encontro o presidente paraguaio Santiago Peña, o presidente uruguaio Yamandú Orsi, o presidente chileno José Antonio Kast e o presidente equatoriano Daniel Noboa.
Em outros desenvolvimentos, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou nesta terça-feira (30 de junho) que uma parte "substancial" dos recursos da privatização da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) será destinada a financiar a transição justa da mineração de carvão no estado, com uma das estratégias sendo promover o desenvolvimento econômico das regiões dependentes de combustíveis fósseis. Durante a partida da seleção brasileira na segunda-feira (29 de junho), devido à coincidência do horário do jogo (14h) com o pico da geração solar distribuída, o consumo de eletricidade caiu significativamente, levando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a limitar cerca de 20 GW de geração de energia renovável, um número equivalente à soma das capacidades instaladas das usinas hidrelétricas de Belo Monte e Tucuruí. De acordo com o relatório mensal do mercado de energia elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo nacional de eletricidade em maio de 2026 atingiu 48.021 GWh, um aumento de 2,1% em relação ao ano anterior, marcando o segundo mês consecutivo de crescimento no consumo mensal. Segundo a revista científica Nature, a atual onda de calor europeia afetou mais intensamente as regiões central e norte, caracterizando-se por temperaturas pelo menos dois graus acima da média por três dias consecutivos, com temperaturas sem precedentes registradas no norte da Espanha, França, todo o Reino Unido, Alemanha, Polônia, Dinamarca, Lituânia, Letônia e Suécia. Uma análise da Inside Climate News sobre comunicados à imprensa do Congresso dos EUA mostra que, desde 2025, após a decisão do presidente Donald Trump de atacar o Irã, as menções às mudanças climáticas por democratas eleitos caíram drasticamente, sendo substituídas pelo tema dos custos de energia. O presidente dos EUA, Trump, exigiu no Truth Social uma redução imediata nos preços domésticos da gasolina e afirmou que não aceitará aumentos devido à especulação. A JBS informou que a Âmbar Energia, empresa de energia do grupo J&F, investirá 65 milhões de reais para expandir a produção de biometano em três unidades da Friboi nos estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo, com expectativa de aumentar a produção em mais de 14 milhões de metros cúbicos por ano. As inscrições para a 5ª Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) estão abertas, com a competição voltada para alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental em todo o país e, pela primeira vez, estendida aos alunos do 1º e 2º ano do ensino médio. A produtora de biodiesel Binatural possui vagas de emprego em suas fábricas nos estados de Goiás, Bahia e no escritório de São Paulo, abrangendo áreas operacionais, técnicas, corporativas, de pesquisa e desenvolvimento, e comerciais.









