Governo da Espanha lança consulta pública sobre o futuro "European Chips Act 2.0"
2026-07-15 09:28
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De acordo com pt.wedoany.com-O Ministério para a Transformação Digital e da Função Pública da Espanha (Ministerio para la Transformación Digital y de la Función Pública) lançou uma consulta pública sobre a proposta apresentada pela Comissão Europeia (European Commission), que visa consolidar a capacidade industrial do continente europeu no setor de semicondutores, reduzir a dependência de países terceiros e fortalecer a resiliência das cadeias de abastecimento em áreas estratégicas como inteligência artificial, computação avançada, telecomunicações e automóvel.

Governo da Espanha lança consulta pública sobre o futuro

A nova regulamentação faz parte do "Pacote de Soberania Digital" apresentado pela UE em 3 de junho e representa uma evolução em relação à primeira versão do European Chips Act, aprovada em 2023. A UE considera que os resultados da primeira fase foram positivos, mas também identificou deficiências importantes a serem resolvidas através da segunda versão da regulamentação, incluindo a elevada dependência europeia de países terceiros no design e fabrico de semicondutores, bem como a capacidade limitada de resposta a potenciais crises de abastecimento.

A proposta introduz uma mudança de abordagem em relação à regulamentação original: enquanto a primeira versão do Chips Act se concentrava em estimular a oferta e atrair investimentos industriais, o futuro European Chips Act 2.0 também inclui medidas para aumentar a procura de semicondutores no mercado europeu e reforçar a posição estratégica da UE em toda a cadeia de valor dos semicondutores.

A proposta também apresenta ações para impulsionar a produção e industrialização, reforçar a investigação e inovação, garantir a segurança do abastecimento e aumentar a resiliência do ecossistema europeu de semicondutores, com o objetivo de construir uma indústria mais competitiva e menos suscetível a tensões geopolíticas e comerciais que, nos últimos anos, têm restringido o acesso a componentes críticos. A UE considera que o desenvolvimento de capacidades próprias é essencial para apoiar o crescimento de tecnologias emergentes como inteligência artificial, computação quântica ou infraestruturas digitais de próxima geração, setores que necessitam de um fornecimento estável de chips avançados.

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