De acordo com pt.wedoany.com-A equipe de IA Fundamental da Cisco nos EUA lançou dois modelos de segurança de pesos abertos, Antares-350M e Antares-1B, para identificar vulnerabilidades conhecidas em bases de código existentes. Esta ação é uma resposta discreta à atual corrida armamentista de modelos de inteligência artificial. A Cisco acredita que localizar vulnerabilidades de software não requer sistemas grandes e caros, nem deve envolver o envio de código-fonte proprietário para provedores terceiros de IA.

Os dois modelos já estão hospedados na plataforma Hugging Face para uso da comunidade, mas a Cisco aprovará o acesso caso a caso. A Cisco manteve um modelo maior, com 3 bilhões de parâmetros, que não foi divulgado publicamente. Estes não são chatbots de uso geral, mas sim agentes de IA especificamente projetados para tarefas de localização de vulnerabilidades. O Antares parte de uma descrição de vulnerabilidade, pesquisa e lê arquivos candidatos na base de código; se um caminho não produzir resultados, ele retrocede automaticamente e, por fim, retorna uma lista classificada dos arquivos com maior probabilidade de conter defeitos. O nome do modelo vem da supergigante vermelha Antares, cujo volume é cerca de 1000 vezes o do Sol.
A Cisco afirma que as capacidades desses pequenos modelos superam significativamente o esperado para seu tamanho. Em seu próprio teste de referência de 500 localizações de vulnerabilidades, o Antares-1B derrotou o Gemini 3 Pro do Google e empatou com o GLM-5.2 da Z.ai. O modelo de 3 bilhões de parâmetros, ainda não lançado, superou o GLM-5.2 e o GPT-5.5 da OpenAI. A principal vantagem reside na velocidade e no custo: o cientista-chefe de IA, Amin Karbasi, revelou ao site de tecnologia The Register que o Antares processa 500 bases de código em 15 minutos, enquanto modelos de ponta levam 5 horas; o custo é inferior a 1 dólar, enquanto sistemas grandes exigem de 100 a 150 dólares.
A base para velocidade e custo está no método de treinamento — o modelo não é projetado para conversação, mas otimizado para busca. Devido ao seu tamanho pequeno e flexibilidade, ele pode executar várias buscas simultaneamente e mudar de estratégia quando uma rota de ataque se mostra ineficaz. A implantação local é outro diferencial. Com pesos abertos e tamanho reduzido, as empresas podem manter o código proprietário em seus próprios servidores, evitando o upload para provedores de IA em nuvem. Para setores regulamentados, manter o código internamente tem um valor significativo.
A Cisco impõe restrições de acesso por razões de segurança. Como observou Reza Shokri, cientista da computação da Universidade Nacional de Singapura (National University of Singapore), ferramentas capazes de encontrar vulnerabilidades também podem ser usadas por atacantes para explorá-las, e os agentes de IA já conseguem escrever mais código e têm maior capacidade de exploração. Atualmente, a Cisco limita o acesso a equipes de segurança acadêmicas, sem fins lucrativos e de pequeno porte do setor público, mantendo seu modelo de maior desempenho. O objetivo é garantir que a defesa avançada de IA não se torne um artigo de luxo, enquanto os atacantes já começaram a usar seus próprios sistemas de IA. A Cisco acredita que a vantagem competitiva não depende mais do tamanho dos parâmetros do modelo, mas de quem realmente consegue usá-lo.










