Amcham Brasil: Minerais críticos podem adicionar R$ 192,1 bilhões ao PIB até 2050
2026-08-15 11:24
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De acordo com pt.wedoany.com-Um estudo divulgado na semana passada pela Amcham Brasil, em Belo Horizonte (Minas Gerais), mostra que a ampliação dos investimentos na cadeia de minerais críticos e terras raras pode adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro até 2050, além de criar 750 mil novos empregos. Essa projeção se baseia no cenário mais otimista e considera fatores de participação internacional.

O estudo comparou duas trajetórias para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e terras raras no Brasil. Na primeira, os investimentos são financiados principalmente por capital doméstico, a produção permanece voltada majoritariamente para a exportação, com baixo valor agregado interno, resultando em um impacto acumulado de R$ 128,7 bilhões no PIB e a criação de 304 mil empregos. A segunda trajetória incorpora maior participação de investimento estrangeiro, expansão do processamento mineral em território nacional e aumento do uso desses insumos pela indústria doméstica. Nesse cenário, os investimentos aumentam em R$ 120,9 bilhões, o impacto acumulado no PIB é de R$ 192,1 bilhões e a expectativa é de criação de 750 mil empregos. Em comparação com o primeiro cenário, o PIB cresce R$ 63,4 bilhões e são gerados 446 mil empregos adicionais.

Em termos de distribuição regional, os maiores impactos no PIB concentram-se nos estados mineradores, com destaque para Pará (16%), Bahia (10,3%), Goiás (10%), Piauí (4%) e Minas Gerais (3,8%). O fortalecimento da capacidade de processamento doméstico também amplia os ganhos para estados com indústria mais desenvolvida, sendo Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Paraná os que mais se beneficiam adicionalmente, indicando que o aumento do valor agregado estende os efeitos econômicos para além das regiões produtoras.

No setor industrial, no segundo cenário, o crescimento acumulado da manufatura é de 1,8%, quase o triplo do primeiro cenário; construção civil (4,5%) e extrativismo (4,2%) também se destacam. Entre os segmentos industriais, os maiores impactos estão em máquinas e equipamentos elétricos (16,7%), máquinas para mineração (9,8%), veículos automotores (5,5%) e máquinas e equipamentos mecânicos (2,9%).

O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, afirmou que atrair mais investimentos e elevar o valor agregado no Brasil pode expandir os benefícios econômicos da cadeia de minerais críticos para além dos estados produtores, impulsionando também o desenvolvimento das regiões industriais e fortalecendo a participação do país nas cadeias globais de tecnologia e transição energética.

O estudo foi elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da Amcham e de empresas do setor. Utilizando projeções já existentes em outros estudos globais e nacionais, a pesquisa estima a demanda por esses minerais e terras raras, bem como o tamanho da carteira projetada de investimentos, abrangendo minerais como cobalto, cobre, grafita, lítio, níquel e elementos de terras raras.

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