Brasil importa cerca de 5.200 tratores chineses nos primeiros 9 meses, alta de 117%
De acordo com pt.wedoany.com-Em 21 de outubro, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou as estatísticas mais recentes do mercado de máquinas agrícolas de 2026. De janeiro a setembro, o Brasil importou cerca de 5.200 tratores agrícolas da China, um crescimento de 117% em relação ao mesmo período do ano anterior; no mesmo período, o volume de tratores exportados pela Índia para o Brasil ficou praticamente igual ao da China, e os dois países juntos responderam por 93% do total de tratores importados pelo Brasil. O crescimento das importações contrasta com as vendas no mercado local: as vendas domésticas de tratores no Brasil caíram 14,1% nos primeiros oito meses deste ano.

Os modelos importados concentram-se principalmente na faixa de baixa e média potência. Nos primeiros nove meses de 2026, cerca de 90% dos tratores importados pelo Brasil tinham potência não superior a 100 cavalos, dos quais 6.412 unidades foram de modelos de 50 a 100 cavalos, um crescimento de 56% em relação ao ano anterior; e 3.564 unidades foram de modelos de 24 a 50 cavalos, um crescimento de 29%. No mesmo período, o volume total de importações de máquinas agrícolas pelo Brasil foi de cerca de 11.200 unidades, um crescimento de 42%, enquanto as exportações somaram cerca de 5.000 unidades, com o volume de importações mais que o dobro das exportações.
O mercado de compras públicas também é um importante canal de vendas para máquinas agrícolas importadas. Segundo estatísticas da Anfavea baseadas em dados do Portal Nacional de Compras Públicas, em 2025 o governo brasileiro licitou a compra de 3.318 tratores agrícolas, dos quais 65% foram equipamentos importados. Considerando conjuntamente máquinas agrícolas e máquinas de construção, as compras públicas do ano envolveram cerca de 10.600 equipamentos, totalizando 3,7 bilhões de reais. Os equipamentos de fabricação chinesa representaram 33,5% do volume adquirido e 26% do valor, correspondendo a cerca de 960 milhões de reais. As estatísticas acima são classificadas de acordo com o local de fabricação do equipamento, e os equipamentos de marcas estrangeiras produzidos em fábricas no Brasil são contabilizados como produtos nacionais.
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, declarou que, nas compras públicas, além do preço do equipamento, devem ser considerados o fornecimento de peças de reposição, a manutenção pós-venda, a assistência técnica e o custo ao longo de todo o ciclo de uso. Outro conjunto de dados fornecido pela associação mostra que, nos primeiros oito meses de 2026, as vendas no varejo de máquinas agrícolas no Brasil foram de cerca de 27.000 unidades, uma queda de 15,8% em relação ao ano anterior, sendo que as vendas de colheitadeiras combinadas caíram 39,4%.
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