Pesquisadores do Centro de Ciência de Recursos Sustentáveis do Instituto RIKEN desenvolveram com sucesso um novo tipo de polímero autorreparável capaz de incorporar nanopartículas de ouro com alta eficiência, formando um condutor flexível com propriedades de autorreparação e alta maleabilidade. Essa inovação oferece uma solução promissora para as áreas de dispositivos vestíveis e robótica, e os resultados foram publicados no Journal of the American Chemical Society (JACS).
Os materiais condutores convencionais são geralmente rígidos e frágeis, o que dificulta sua aplicação em dispositivos que exigem dobras e deformações repetidas. O professor Zhaomin Hou, líder da equipe de pesquisa, explicou:“Danos mecânicos reduzem significativamente a confiabilidade e a vida útil dos materiais, enquanto a capacidade de autorreparação permite restaurar o desempenho após o dano.”
Para alcançar isso, a equipe adotou uma estratégia de modificação de poliolefinas com grupos sulfeto (tioéteres), utilizando um novo catalisador que permite controlar a copolimerização de olefinas. Assim, foi possível criar uma base polimérica com capacidade de autorreparação. Os experimentos demonstraram que o polímero funcionalizado com grupos sulfeto, quando combinado com revestimento de ouro, apresentou durabilidade excepcional — permanecendo estável mesmo após 50 ciclos de testes de adesão com fita. O professor Hou destacou:“A afinidade natural entre o enxofre e o ouro garante uma forte ligação interfacial, algo difícil de obter com materiais convencionais.”
Esse novo polímero mantém as vantagens das poliolefinas tradicionais, como baixo custo, alta resistência mecânica e estabilidade química, e, graças ao controle catalítico, adquire múltiplas funcionalidades, criando uma base sólida para a produção em larga escala de condutores flexíveis. Atualmente, a equipe está explorando diferentes combinações de unidades de poliolefinas para desenvolver séries de polímeros autorreparáveis com maior durabilidade. Segundo o professor Hou:“Essa tecnologia não se limita apenas a condutores flexíveis — pode ser expandida para outras áreas avançadas, impulsionando os limites da ciência dos materiais.”













