EPFL desenvolve fibra eletrônica extensível e inaugura nova era para dispositivos vestíveis inteligentes
2025-11-10 15:39
Fonte:EPFL
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Pesquisadores do Laboratório de Materiais Fotônicos e Dispositivos de Fibra (FIMAP) da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) desenvolveram com sucesso uma fibra sensora eletrônica baseada em uma mistura de metal líquido, capaz de esticar mais de 10 vezes o seu comprimento original sem perder funcionalidade. Essa inovação representa um avanço significativo para áreas como têxteis inteligentes, dispositivos de reabilitação e robótica macia. A equipe utilizou um processo de estiramento térmico para combinar uma liga de índio-gálio — um metal líquido não tóxico — com um elastômero, criando uma fibra sensora com regiões condutivas controláveis com alta precisão. Essa abordagem resolve o dilema clássico entre flexibilidade e desempenho funcional enfrentado pelos materiais eletrônicos tradicionais.

O professor Fabien Sorin, chefe do laboratório, explicou que os dispositivos eletrônicos convencionais são rígidos ou frágeis, o que dificulta sua integração em tecidos. A técnica inovadora da equipe, chamada pré-formação e estiramento térmico, permite ajustar o diâmetro das fibras até a escala de milímetros, mantendo uma estrutura condutiva tridimensional. A doutoranda Stella Raphael acrescentou que as microgotas de metal líquido formadas dentro do elastômero são ativadas por cisalhamento durante o alongamento, o que possibilita controlar com precisão as zonas condutivas da fibra. Os experimentos demonstraram que essas fibras mantêm alta sensibilidade mesmo sob deformações extremas, superando amplamente outras tecnologias que precisam equilibrar propriedades elétricas e flexibilidade.

Como prova de conceito, os pesquisadores integraram as fibras eletrônicas em uma órtese de joelho, monitorando com sucesso o ângulo de flexão e o padrão de movimento dos voluntários durante caminhada, corrida e salto. O professor Sorin destacou que a tecnologia apresenta grande potencial de escalabilidade, permitindo que, no futuro, as fibras sejam produzidas em larga escala e incorporadas em tecidos com vários quilômetros de extensão, viabilizando dispositivos vestíveis, próteses flexíveis e sensores robóticos de alta precisão. Os resultados do estudo foram publicados na revista Nature Electronics.

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