Uma equipe de pesquisa conjunta da Universidade de Massachusetts Amherst e da Universidade Agrícola de Shandong publicou um artigo na revista Science, revelando o mecanismo molecular das barreiras reprodutivas entre espécies de plantas. O estudo, focado em plantas da família Brassicaceae, descobriu que a proteína SRK do estigma feminino consegue reconhecer o sinal SIPS carregado pelo pólen de diferentes espécies, desencadeando assim barreiras reprodutivas entre espécies.
A equipe constatou que o complexo SIPS-SRK ativa a enzima FERONIA e gera espécies reativas de oxigênio, impedindo a entrada de pólen de espécies diferentes no estigma. A autora sênior do artigo, Alice Cheung, afirmou: “Em comparação com nosso conhecimento sobre sistemas de auto-incompatibilidade e seus mecanismos, o funcionamento molecular da incompatibilidade entre espécies ainda é muito misterioso.” Essa descoberta oferece uma nova perspectiva para compreender a formação de barreiras reprodutivas entre espécies de plantas.
Os pesquisadores também propuseram estratégias de melhoramento para superar essas barreiras. O estudo fornece base teórica para promover cruzamentos entre espécies distantes e desenvolver novas variedades de culturas agrícolas, tendo potencial relevância para a segurança alimentar. Pesquisas futuras sobre os mecanismos regulatórios dessas barreiras reprodutivas poderão contribuir para superar limitações técnicas no melhoramento de plantas.











