Equipe de pesquisa brasileira desenvolve tecnologia de extração de alto valor agregado a partir de farelo de soja e subprodutos do cacau
2025-12-08 17:28
Fonte:FAPESP
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Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas no Brasil desenvolveram recentemente um processo sustentável de extração, com o objetivo de extrair isoflavonas de maneira eficiente do farelo de soja e melhorar sua biodisponibilidade. Este estudo tecnológico oferece uma nova abordagem para a valorização e aproveitamento de subprodutos agrícolas.

As isoflavonas são amplamente utilizadas nas indústrias alimentícia e cosmética. Os métodos tradicionais de extração frequentemente envolvem processos demorados e o uso de solventes tóxicos. Pedro Henrique Santos, engenheiro de alimentos da Faculdade de Ciências Aplicadas da universidade, afirmou: "Nosso estudo visa resolver esse problema aplicando uma tecnologia inovadora e sustentável, que combina solventes ecológicos sob alta pressão com ultrassom para intensificar a extração." Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Food Chemistry.

Após determinar o método de extração ideal, a equipe de pesquisa avançou utilizando um processo enzimático para converter as isoflavonas em genisteína e daidzeína, formas mais facilmente absorvidas pelo corpo humano. Santos destacou que esta etapa combinada permite obter um extrato rico em isoflavonas na forma ativa, de maneira mais rápida e completamente sustentável. Simultaneamente, o resíduo após a extração ainda possui alto teor proteico e pode ser usado na produção de ração animal ou suplementos de proteína vegetal, alcançando assim um duplo aproveitamento de alto valor do mesmo subproduto.

Parte dos pesquisadores do mesmo laboratório também voltou sua atenção para subprodutos do processamento do cacau. Eles estão empenhados em desenvolver novos métodos para aumentar o valor de aproveitamento da casca do cacau. Felipe Sanchez Bragagnolo, engenheiro de processos e biotecnologia, explicou que, embora a casca do cacau seja frequentemente descartada por seu alto teor de fibras, os compostos que ela contém têm potencial aplicação para as indústrias alimentícia e cosmética.

A equipe de pesquisa, em colaboração com parceiros da Espanha e Austrália, adotou um sistema de alta pressão, utilizando água e etanol como solventes seguros, para extrair e separar os compostos da casca do cacau. O sistema é posteriormente conectado a um filtro inteligente capaz de separar os compostos em diferentes frações com base em sua afinidade por água ou etanol. Bragagnolo afirmou que esta tecnologia permite o enriquecimento e separação direcionados de teobromina, cafeína e compostos fenólicos.

Estes resultados de pesquisa demonstram o potencial de aplicação no controle de qualidade de matérias-primas e na produção direcionada de componentes específicos. Esta série de trabalhos marca um avanço significativo na valorização econômica e ambiental de subprodutos agrícolas, e as tecnologias relacionadas oferecem uma referência para o desenvolvimento sustentável das indústrias envolvidas.

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