Recentemente, um estudo realizado em colaboração pelo Instituto Boyce-Thompson e outras instituições utilizou a tecnologia de edição genética CRISPR para cultivar com sucesso uma variedade de physalis de porte compacto. Este avanço visa superar o obstáculo do crescimento excessivamente alto e denso das plantas selvagens de physalis, dificultando seu cultivo em escala.
A physalis selvagem é nativa da Cordilheira dos Andes, na América do Sul, e seus frutos atraem atenção devido ao sabor único e alto valor nutricional, mas seu hábito de crescimento limita o cultivo comercial em grande escala. A equipe de pesquisa utilizou informações genéticas conhecidas de culturas da família Solanaceae, como o tomate, para editar precisamente o gene ERECTA, que regula o comprimento do caule. O professor do BTI, Joyce Van Eck, comentou: “A physalis, como cultura nutritiva, possui enorme potencial, mas seu crescimento exuberante dificulta a produção comercial. Essas novas plantas anãs podem ser cultivadas em alta densidade, sem necessidade de muitas estacas ou suportes, e são mais fáceis de manter e colher.”
As plantas editadas geneticamente são cerca de 35% mais baixas que as plantas selvagens, com os entrenós encurtados pela metade, e seus frutos têm tamanho próximo ao das variedades comerciais existentes. A equipe de pesquisa já obteve certificação do Departamento de Agricultura dos EUA, confirmando que estas plantas não estão sujeitas a regulamentações específicas de pragas e doenças vegetais, e planeja continuar buscando aprovação da FDA. Esta inovação em ciência vegetal demonstra um caminho potencial para melhorar culturas de nicho por meio da biotecnologia moderna. Tecnologias relacionadas podem futuramente ser aplicadas para aprimorar outras culturas nutricionalmente ricas, mas ainda pouco exploradas, aumentando a eficiência e a diversidade da melhoria genética agrícola.











