Uma equipe de cientistas da computação dos EUA descobriu vulnerabilidades significativas de criptografia nas comunicações via satélite em órbita geoestacionária (GEO). Liderada pelos professores Aaron Schulman e Nadia Heninger, da Universidade da Califórnia, em San Diego, a equipe, por meio de meses de monitoramento via antenas de satélite, descobriu que quase metade das comunicações via satélite transmitidas para a Terra não eram criptografadas, incluindo conteúdo sensível como mensagens de texto, chamadas de voz, informações militares e dados bancários corporativos.

A pesquisa indica que, embora as comunicações via satélite geoestacionário tenham uma ampla área de cobertura, as medidas de criptografia são insuficientes. A equipe interceptou com sucesso sinais de 39 satélites ao longo de sete meses, revelando problemas de transmissão não criptografada em diversas organizações, incluindo a T-Mobile e o Walmart. Por exemplo, parte do tráfego de satélite da T-Mobile não era criptografado, facilitando a interceptação de mensagens de texto e chamadas de voz; o tráfego de rede do Walmart México estava desprotegido, permitindo o acesso a e-mails internos e dados de vendas.
Os pesquisadores enfatizam que existe uma discrepância significativa entre a segurança de dados esperada pelos usuários de satélite e a realidade. Eles entraram em contato com as organizações relevantes para divulgar as vulnerabilidades e incentivaram algumas empresas a implementar criptografia rapidamente. A equipe também desenvolveu um novo software capaz de escanear satélites automaticamente e decodificar sinais, fornecendo ferramentas para pesquisas futuras. Atualmente, eles planejam expandir o escopo de sua pesquisa para explorar o status de segurança das comunicações de diferentes tipos de satélites.













