Engenheiros da Universidade McGill alcançaram um avanço significativo, desenvolvendo um novo tipo de material ultrafino e deformável que poderá impulsionar a próxima geração de robôs flexíveis. Este material, feito de óxido de grafeno (GO) dobrado, é programável, permitindo que se mova, dobre e se remodele como um origami em movimento.

Uma equipe de pesquisa liderada em conjunto pelo laboratório de Hamid Akbarzadeh, no Departamento de Engenharia de Bio-recursos, e pelo laboratório de Marta Cerruti, no Departamento de Engenharia de Minas e Materiais, demonstrou o potencial do material em microdispositivos. Utilizando técnicas de fabricação em larga escala, eles conseguiram fabricar filmes de GO em microdispositivos capazes de andar, girar, virar e detectar seus próprios movimentos. A pesquisa também mostrou que este material pode ser controlado por umidade ou campos magnéticos, possibilitando a manipulação remota sem fios ou baterias.
A professora Cerruti destacou que os filmes de óxido de grafeno são muito promissores para a robótica flexível e atuadores adaptativos, mas as limitações anteriores incluíam fragilidade, dificuldade de fabricação em larga escala e a incapacidade de gerar movimentos complexos ou programáveis. O filme de GO robusto e flexível recém-desenvolvido resolve perfeitamente esses problemas, fornecendo um material ideal para robôs macios, sendo leve, seguro e capaz de movimentos complexos.
A equipe de pesquisa também descobriu que a condutividade elétrica da camada de óxido de grafeno muda conforme o material é dobrado, permitindo que a estrutura dobrada funcione tanto como um atuador de movimento quanto como um sensor. O professor Akbarzadeh afirmou: "Esses avanços possibilitaram metamateriais de GO robustos, reconfiguráveis e multifuncionais, marcando o surgimento do primeiro metamaterial atuador-sensor reconfigurável."














