Em 27 de janeiro, um estudo publicado online na Nature Medicine revelou o papel crucial das células plasmáticas produtoras de anticorpos IgG1 na terapia com inibidores do ponto de controle imunológico PD-1. A imunoterapia com PD-1, que ativa o sistema imunológico para reconhecer e atacar células cancerígenas, tornou-se a base do tratamento para diversos tipos de câncer, mas o benefício para o paciente varia, e as razões biológicas para isso ainda não estão claras.

A equipe de pesquisa analisou amostras de tumor e sangue de 38 pacientes com câncer de fígado que receberam terapia com PD-1 e encontrou um aumento significativo no número de células plasmáticas IgG1 nos tumores dos pacientes responsivos ao tratamento. Essas células exibiram expansão clonal durante o tratamento, o que significa que as mesmas células imunológicas que atacam locais específicos do tumor se replicaram extensivamente e circularam entre o tumor e os linfonodos, compartilhando memória com as células B precursoras de células plasmáticas. O estudo também descobriu que a terapia com PD-1 não depende apenas de células B recém-geradas, mas também aumenta a eficácia expandindo clones de células B pré-tratamento.
Para validar ainda mais os resultados, a equipe de pesquisa analisou dados de sete ensaios clínicos com mais de 500 pacientes, demonstrando que, em pacientes que receberam apenas imunoterapia, o número de plasmócitos IgG1 estava associado a melhores resultados de tratamento. Isso indica que os plasmócitos IgG1 desempenham um papel crucial na coordenação das respostas imunes específicas para o tumor, permitindo que anticorpos e células T atuem sinergicamente.
"Os plasmócitos IgG1 podem servir como um biomarcador para prever a eficácia da imunoterapia e fornecer direcionamento para o desenvolvimento de novas estratégias para aprimorar as respostas de anticorpos específicos para o tumor", afirmou o Dr. Sacha Gnjatic, autor correspondente do estudo. A equipe de pesquisa planeja explorar o desempenho dessa resposta imune em outros tipos de câncer no futuro.













