Pesquisas alemãs exploram o uso de biomassa para substituir o petróleo na síntese de produtos químicos de alto valor agregado
2026-02-02 16:23
Fonte:Sociedade Max Planck
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Um estudo recente do Instituto Max Planck de Pesquisa do Carvão, na Alemanha, mostra que a biomassa é uma matéria-prima promissora para a produção de produtos químicos de alto valor agregado, podendo substituir o petróleo. As descobertas, publicadas na revista Science, oferecem novas possibilidades para a indústria química explorar alternativas aos combustíveis fósseis.

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Liderada pela equipe do Professor Benjamin Lister, do Instituto Max Planck de Pesquisa do Carvão, a pesquisa focou em uma classe de compostos derivados da biomassa: os furanos. "Nosso objetivo é usar biomassa em vez de petróleo como matéria-prima química", disse Niels Frank, doutorando da equipe. A equipe de pesquisa desenvolveu um processo inovador de fotohidrólise que alcançou uma reação de abertura do anel redox neutra de compostos de furano, convertendo-os com sucesso em um intermediário chave, o dialdeído succínico — uma via de reação até então desconhecida pela comunidade científica.

"A luz é importante porque essa reação é uma 'reação inversa', que requer aporte de energia, e assim como na fotossíntese na natureza, essa energia vem da luz", explicou Niels Frank. Este método evita as etapas tradicionais de oxidação ou redução, proporcionando um caminho mais simples para a síntese direta de moléculas complexas a partir da biomassa.

Mais importante ainda, a equipe demonstrou que esse caminho pode ser usado para sintetizar diretamente precursores de fármacos, como prostaglandinas ou antibióticos, a partir de furanos. O coautor Dr. Markus Leutsch observou: "Descobrimos que a reação ocorre por meio de um heterociclo que ainda não havia sido descrito cientificamente". Isso revela um mecanismo de reação completamente novo. Embora ainda não se saiba se esse método será aplicado diretamente à futura produção de medicamentos, o membro da equipe Dr. Moreshwal Chowdhury já verificou o potencial do processo para escalonamento em larga escala, desenvolvendo um fotorreator de fluxo contínuo.

Esta pesquisa sobre conversão de biomassa demonstra a possibilidade de usar recursos renováveis ​​e energia luminosa para impulsionar reações químicas. O professor Benjamin Lister resumiu: "O dióxido de carbono e a luz são os pilares da futura indústria química, e a descoberta de Niels é apenas o começo do nosso trabalho nessa direção". Essa conquista estabelece as bases para a construção de métodos de produção química mais sustentáveis, que dependam menos de recursos fósseis.

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