Hoje (23), o Observatório Astronômico Nacional da Academia Chinesa de Ciências lançou o projeto de simulação cosmológica "Mil Desvios". Uma equipe internacional liderada por cientistas chineses conseguiu construir um universo digital virtual em um supercomputador, fornecendo à humanidade um mapa guia digital de alta precisão para explorar os mistérios do universo e estudar sua evolução histórica.
O chamado universo digital virtual refere-se a um universo digitalizado, muito semelhante ao universo real, construído por pesquisadores com base na poderosa capacidade computacional de supercomputadores. Esse universo digital reproduz integralmente o processo evolutivo do universo nos últimos bilhões de anos desde o seu nascimento, com cada fase sendo reproduzida completamente na forma de um modelo digital.
O pesquisador Wang Qiao, do Observatório Astronômico Nacional da Academia Chinesa de Ciências, explicou que, após o Big Bang, o universo passou gradualmente de um estado muito uniforme para uma estrutura semelhante a uma rede. Na simulação "Mil Desvios", a equipe de pesquisa usou 4,2 trilhões de partículas virtuais para descrever todo o processo de formação e evolução da estrutura cósmica ao longo dos 13,8 bilhões de anos de idade do universo.
Com o modelo físico de formação de galáxias, o "Mil Desvios" pode fornecer informações importantes, como imagens e espectro de energia das galáxias. A comparação do universo virtual de alta precisão com observações reais ajudará a desvendar os enigmas fundamentais da matéria escura e da energia escura, aprofundando a compreensão das leis de evolução das galáxias. Ao mesmo tempo, os dados da simulação também fornecerão suporte científico crucial para projetos observacionais internacionais de destaque, como o Telescópio de Levantamento do Espaço (CSST) da Estação Espacial Chinesa e o projeto "Euclides" (Euclid) da Agência Espacial Europeia.
Sabe-se que, ao longo deste trabalho de pesquisa que durou mais de dez anos, a equipe científica chinesa usou software desenvolvido internamente para otimizar algoritmos e programação visando supercomputadores domésticos, gerando, no final, um total de 13 petabytes de dados de pesquisa, demonstrando plenamente a capacidade inovadora da China nas áreas de cosmologia computacional e computação de alto desempenho, ajudando a impulsionar a pesquisa cosmológica mundial para uma era de alta precisão.
