Em 1º de setembro, segundo a CCTV News citando a Comissão Nacional de Normas da China, a primeira norma internacional do mundo para robôs com pernas, intitulada "Robôs — Especificações de desempenho e métodos de teste para robôs de serviço, Parte 5: Locomoção de robôs com pernas", liderada por especialistas chineses, foi oficialmente publicada recentemente.
"Robôs com pernas" são robôs que andam, correm, saltam, sobem rampas e superam obstáculos usando "pernas" (nota do IT之家: por exemplo, robôs humanoides e cães robóticos). Atualmente, esse tipo de robô já começou a assumir tarefas práticas como apresentações, inspeções, transporte e busca e resgate. No entanto, como avaliar se eles "andam bem" ou "trabalham com eficiência" carecia há muito tempo de um padrão internacional unificado. Esta norma internacional publicada agora estabelecerá, pela primeira vez, um sistema de avaliação unificado em todo o mundo.

Um dos destaques da norma é avaliar o desempenho de locomoção em cenários reais: não se trata apenas de "conseguir se mover", mas de "mover-se bem". A reportagem aponta que o fato de um mesmo robô andar bem em terreno plano não significa que ele terá o mesmo bom desempenho diante de escadas, rampas ou obstáculos.
Esta norma incorpora cenários reais de trabalho, como escadas, rampas e obstáculos ao sistema de avaliação, estabelecendo métodos multidimensionais de caracterização e avaliação. Isso significa que os resultados da avaliação ficam mais próximos da aplicação prática, refletindo verdadeiramente a capacidade operacional do robô em ambientes complexos.
Outro destaque desta norma internacional é que ela não compara apenas a "velocidade das pernas", mas também o "grau de conclusão de tarefas". Para um robô entrar no mundo real, não bastam apenas "pernas" ágeis. Ele precisa andar com estabilidade, além de enxergar com clareza, avaliar com precisão e executar bem. Por exemplo, ao entrar em uma área de ambiente complexo para realizar inspeções ou buscas e resgates, ele não só precisa conseguir atravessar, mas também ser capaz de perceber o ambiente ao redor, compreender os requisitos da tarefa e tomar julgamentos e decisões com base nas condições do local.
Portanto, a norma integra capacidades como percepção, interação e tomada de decisão na avaliação, alcançando uma transição de "desempenho de locomoção único" para "capacidade abrangente de tarefas", tornando a avaliação mais científica, mais completa e mais confiável.
A publicação e implementação da norma pode ajudar as empresas a desenvolver produtos e melhorar o desempenho de forma mais científica, permitir que instituições de teste e avaliação realizem testes com base em métodos unificados, e também possibilitar que os usuários compreendam de forma mais objetiva o desempenho de locomoção de diferentes produtos.