O Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês) das Nações Unidas decidiu recentemente estabelecer escritórios regionais na Cidade do Panamá, Amã (Jordânia), Suva (Fiji), Nairóbi (Quênia) e Abidjan (Costa do Marfim), com o objetivo de se aproximar mais dos países em desenvolvimento e aumentar a eficiência no acesso a financiamento. Esta medida representa um ajuste significativo desde que o fundo começou a operar em 2013 a partir de sua sede em Songdo, Coreia do Sul.
Mafalda Duarte, Diretora Executiva do GCF, afirmou: "Este é um momento marcante para o GCF. Dedicamos muito trabalho, negociações cuidadosas e advocacia contínua para alcançar um modelo que nos aproxima mais dos países, parceiros e comunidades." Os novos escritórios atuarão como a linha de frente do financiamento climático, colaborando com governos, setor privado e sociedade civil para apoiar projetos de redução de emissões e aumento da resiliência climática.
Shivendra Michael, Secretário Permanente de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Fiji, descreveu a decisão nas redes sociais como "uma vitória para todo o Pacífico", enfatizando "menos atrasos, mais ação – fornecendo apoio real onde é mais necessário". Um total de 43 países se candidataram para sediar os escritórios, com 16 chegando à lista final de candidatos, avaliados com base em critérios como custo e conectividade.
O Panamá obteve a classificação geral mais alta na avaliação, enquanto locais como Amã e Abidjan tiveram pontuações relativamente mais baixas em suas respectivas regiões. Estima-se que o estabelecimento dos novos centros tenha um custo inicial de US$ 6,5 milhões, mas o fundo espera compensar isso com economias operacionais. Além disso, o Conselho Diretor do GCF aprovou a primeira organização palestina elegível para solicitar financiamento diretamente – o Fundo de Desenvolvimento e Empréstimo Municipal – para apoiar projetos de infraestrutura que enfrentam riscos climáticos locais.









