Vale aposta em cobre e níquel, com Sudbury (Canadá) e Carajás (Brasil) como núcleos estratégicos
2026-04-01 11:59
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De acordo com pt.wedoany.com-A gigante brasileira de mineração Vale está direcionando seu foco estratégico para metais básicos como cobre e níquel, projetando que esses negócios possam contribuir com até 35% dos lucros na próxima década. Executivos da empresa afirmam que cobre e níquel representarão cerca de 26% do EBITDA em 2026, um aumento significativo em relação aos 10% de 2024, refletindo a importância dada aos minerais críticos para a transição energética.

A Vale estabeleceu a meta de atingir uma produção de 700 mil toneladas de cobre até 2035, enquanto a produção de 2025 foi de 382 mil toneladas. Embora a produção de cobre este ano tenha desacelerado para entre 350 mil e 380 mil toneladas devido a paralisações em fábricas, a empresa garante um caminho sólido de crescimento para a próxima década. Sucessos na exploração no Brasil e no Canadá podem ajudar a superar as metas de longo prazo.

A Bacia de Sudbury, no Canadá, é um núcleo estratégico. A Vale Base Metals e a Glencore concordaram em dezembro em avaliar um projeto de cobre em área marrom (brownfield), onde uma potencial aliança poderia desbloquear uma produção adicional de 50 mil toneladas de cobre por ano, com uma vida útil da mina de 20 anos, além de contribuir com níquel, ouro, platina e paládio. A empresa também está estudando expansões de capacidade em Sudbury e Voisey's Bay, e planeja dobrar a perfuração na região de Carajás, no Brasil, para mais de 120 mil metros.

A empresa visa um crescimento de 20% nas reservas e recursos no Canadá e no Brasil entre 2024 e o final de 2027. No último ano fiscal, as reservas e recursos de cobre aumentaram 6% para 53 milhões de toneladas, e as de níquel subiram 13% para 14 milhões de toneladas. Os recursos atuais de cobre suportam mais de 65 anos de produção potencial, fortalecendo o portfólio de crescimento orgânico.

O EBITDA do segmento de Metais Básicos da Vale mais que dobrou em 2025, passando de US$ 1,3 bilhão para US$ 3,3 bilhões. Analistas projetam que esse número ficará entre US$ 3,7 bilhões e US$ 5,5 bilhões este ano. A meta de produção de níquel é de 210 mil a 250 mil toneladas até 2030; a produção do ano passado foi de cerca de 177 mil toneladas. A expansão do minério de ferro continua, mas de forma mais moderada, e a empresa deixa claro que os metais básicos representam o maior potencial de crescimento.

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