Infraestrutura de R$ 6,4 bilhões em Mato Grosso: primeiro trecho ferroviário inaugurado em junho
2026-06-02 11:40
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De acordo com pt.wedoany.com-Mato Grosso produz cerca de 30% dos grãos do Brasil e enfrenta há muito tempo gargalos logísticos e escassez de energia elétrica nas fazendas. Duas grandes obras de infraestrutura, com investimento total de R$ 6,4 bilhões, estão em andamento: o primeiro trecho de 162 km da ferrovia estadual será inaugurado em 19 de junho, e o plano de expansão da rede elétrica trifásica rural foi assinado e iniciado em 29 de maio.

A Ferrovia Estadual de Mato Grosso, com 743 km de extensão, conecta as regiões produtoras de grãos aos principais corredores ferroviários nacionais. As obras estão 73% concluídas, mantendo um avanço de 1 km por dia, e o primeiro trecho de 162 km será inaugurado em 19 de junho. O investimento total do projeto é de R$ 5 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões já foram liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a primeira fase. Cidades como Água Boa, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, localizadas no eixo, serão as primeiras a se beneficiar. Segundo estimativas do governo estadual, a ferrovia pode reduzir em até 30% os custos logísticos para as estações de transbordo do Arco Norte. Técnicos estaduais preveem que a economia no frete pode chegar a R$ 15 por saca de soja; para uma fazenda de médio porte em Sorriso, apenas o ganho anual com custos de transporte pode ultrapassar R$ 200 mil. Dados oficiais indicam que a ferrovia reduzirá em cerca de 3 milhões o número de caminhões circulando nas rodovias estaduais por ano, diminuindo os custos de manutenção das importantes rodovias BR-163 e BR-158.

Enquanto a ferrovia ataca os custos logísticos, o projeto de energia elétrica rural enfrenta os desafios dentro das fazendas. Em 29 de maio de 2026, a Energisa firmou uma parceria formal com o governo estadual e a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT) para expandir a rede elétrica trifásica rural em 5.000 km. Esse investimento de R$ 1,4 bilhão beneficiará milhares de fazendas que ainda dependem de geradores a diesel para produzir. A energia trifásica é uma demanda de longa data do setor produtivo; sem ela, os agricultores não podem realizar irrigação em larga escala e armazenamento com controle de temperatura, além de reduzir a eficiência do processamento das colheitas. A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT) estima que o plano pode reduzir em até 40% os custos de produção das fazendas beneficiadas. A Sindenergia, que reúne as distribuidoras de energia do estado, destaca que a nova infraestrutura também abre caminho para a geração solar distribuída, já que sistemas fotovoltaicos trifásicos oferecem maior eficiência e retorno mais rápido sobre o investimento. No campo, o efeito é imediato: os geradores a diesel param de funcionar e as contas de luz encolhem.

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