De acordo com pt.wedoany.com-O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou recentemente duas transações no setor elétrico, envolvendo a transferência de ativos entre Casa dos Ventos e Voltalia, e entre Axia Energia e Gebbras. As aprovações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (1º de junho).

Na primeira transação, a Casa dos Ventos, por meio de seu fundo de acionistas Salus, recebeu aprovação para adquirir a totalidade das ações da Pecém VDB 1, empresa da Voltalia. A empresa detém direitos de acesso à rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN). A Salus informou ao Cade que a transação oferece uma oportunidade para criar demanda e expandir projetos de energia renovável no Brasil, fazendo parte de sua estratégia de negócios para crescer em setores de alto crescimento, como hidrogênio verde e data centers. Para a Voltalia, a venda ajuda a levantar fundos, ajustar seu portfólio de investimentos no Brasil e obter recursos financeiros.
A Pecém VDB 1 possui capacidade instalada de 645 megawatts, sendo um dos ativos abrangidos por uma solução projetada pelo governo federal para atender antecipadamente uma nova demanda de carga de até 3 gigawatts na região Nordeste. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta que a demanda total da região atingirá 4 GW até 2032. A medida visa facilitar a conexão de grandes projetos sem afetar o escoamento da geração de energia renovável já instalada na região, e foi incluída no lote 3 do leilão de transmissão realizado em março de 2026.
A segunda transação envolve a venda, pela Axia Energia, de uma participação minoritária de 49% em quatro ativos de transmissão de energia elétrica para a Gebbras Participações, controlada pelo grupo colombiano Energía Bogotá, pelo valor de R$ 451,5 milhões. O acordo inclui participações em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) como Goiás Transmissão, MGE Transmissão, Transenergia Renovável e Transenergia São Paulo. Essas empresas possuem, juntas, aproximadamente 1.086 km de linhas de transmissão distribuídas pelos estados de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O grupo colombiano adquiriu a participação majoritária nesses ativos em 2015, com prazos de concessão até 2039-2040 e dívida líquida de R$ 414 milhões em 2025. Após a aprovação do Cade, a transação ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De acordo com os autos do órgão antitruste, para a Gebbras, esta transação consolida seu controle sobre as empresas, está alinhada com a política de investimentos da GEB e expande sua presença no setor de transmissão de energia elétrica no Brasil. Para a Axia, a medida contribui para otimizar suas participações e simplificar sua estrutura societária.
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