De acordo com pt.wedoany.com-O primeiro-ministro russo, Alexander Novak, afirmou que mudanças fundamentais no fornecimento de recursos energéticos estão moldando novas tendências, incluindo alterações no comportamento dos consumidores. Durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo de 2026 (SPIEF 2026), ele destacou que as rotas logísticas estão mudando, os fretes estão disparando e há escassez de navios-tanque para transportar recursos energéticos.
Novak expressou essas opiniões na conferência "Sistema Energético Global: Como o Setor Energético Global Enfrenta Desafios e Riscos". Ele acredita que, devido à redução da oferta, a indústria energética global está atualmente sob pressão sem precedentes. O fechamento do Estreito de Ormuz e os danos à infraestrutura energética dos países do Golfo Pérsico resultam em uma perda diária de cerca de 12 milhões de barris de petróleo no mercado global, o que representa mais de 10% da oferta total mundial.
"Este é um número enorme. Se considerarmos o comércio global, a proporção é ainda maior — entre 15% e 17%", enfatizou Novak.
O primeiro-ministro observou que muitos países já restringiram o consumo de produtos petrolíferos, que atualmente enfrentam escassez. Ele acredita que as mudanças estruturais avançarão em direção à busca por novas rotas logísticas, novas oportunidades de transporte de recursos energéticos e sua substituição por fontes alternativas.
Segundo Novak, a situação atual está afetando o crescimento econômico global. Muitas agências de análise já reduziram em 0,3% suas previsões de crescimento econômico global para 2026. Esse impacto não afeta apenas consumidores e produtores de energia, mas também setores relacionados, como petroquímica e produção de fertilizantes, além de elevar os preços da eletricidade e afetar a segurança alimentar.
Novak considera que, se os conflitos regionais continuarem, os efeitos negativos serão ainda mais graves. As mudanças globais nas cadeias logísticas e nas oportunidades de transporte de recursos energéticos forçam uma reavaliação das previsões anteriores. Ao mesmo tempo, ele expressou confiança de que a OPEP+ (OPEP+) agora está mais capacitada do que nunca para mitigar as transformações no setor energético global.
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