JetBio reserva terreno em Paulínia, Brasil, para o maior projeto global de SAF via rota ATJ
2026-06-09 11:41
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De acordo com pt.wedoany.com-A JetBio anunciou nesta segunda-feira (8 de junho) que obteve o direito de uso de uma área em Paulínia (Estado de São Paulo, Brasil), onde planeja desenvolver a maior unidade de produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) do mundo, baseada na rota Álcool-para-Jato (Alcohol-to-Jet, ATJ).

Brookfield investe US$ 1 bilhão na produção de SAF e e-SAF. Na imagem: trabalhador conecta mangueira de caminhão-tanque ao compartimento sob a asa da aeronave para abastecimento (foto de divulgação da EiDA)

A localização do projeto aproveitará ao máximo a vantagem de fornecimento de matéria-prima na região de maior influência da cadeia produtiva de etanol do Brasil. A empresa prevê tomar a decisão final de investimento no primeiro trimestre de 2027 e iniciar a produção em 2030.

O CEO da JetBio, Will Moore, afirmou que o Brasil ocupa uma posição única na transição energética global, contando com fornecimento de matéria-prima, infraestrutura, conhecimento técnico e um ambiente regulatório que pode posicionar o país como líder na produção de combustível sustentável de aviação.

Segundo a empresa, a fábrica utilizará a base agrícola de classe mundial do Brasil, sua indústria madura de etanol de baixo carbono e o quadro favorável de políticas de energia renovável para estabelecer um novo padrão global na produção de SAF pela rota ATJ. O fundador e presidente executivo da Summit Agricultural Group, empresa de gestão de investimentos em agricultura e energia renovável, Bruce Rastetter, afirmou que o progresso do projeto reflete tanto a força da equipe quanto a urgência da demanda dos parceiros comerciais por um fornecimento confiável e em larga escala de combustível de aviação de baixo carbono.

De acordo com um estudo do Ministério da Fazenda do Brasil e do Instituto AYA, como maior produtor mundial de cana-de-açúcar, o Brasil possui vantagem competitiva na produção de SAF pela rota do etanol. A pesquisa aponta que o SAF via rota ATJ poderia, teoricamente, produzir até 6,5 bilhões de litros por ano na próxima década, representando 23% do potencial de produção estimado do país. O etanol de milho vem em seguida, com 5,5 bilhões de litros, ou 20% da capacidade prevista. Juntos, esses volumes superam as estimativas para a rota HEFA (atualmente a única rota produzida em escala), utilizando óleo de palma e óleo de soja, cujos potenciais foram calculados em 20% e 17%, respectivamente. O óleo de macaúba, uma palmeira nativa (cujo uso como alternativa está sendo estudado pela Acelen), pode representar 11% da produção, enquanto resíduos de madeira e outras matérias-primas respondem pelos 10% restantes.

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