Importação brasileira de fertilizantes atinge 14,6 milhões de toneladas nos primeiros 5 meses de 2026, queda de 5%
2026-06-09 14:24
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De acordo com pt.wedoany.com-A importação brasileira de fertilizantes registrou queda entre janeiro e maio de 2026, com redução de 5% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 14,6 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela consultoria StoneX.

Fertilizantes - Variação - Preço - Preço

A redução na intenção de compra não é exclusiva do Brasil, afirmou o analista da empresa, Tomás Pernías. Desde que o conflito no Oriente Médio elevou os preços dos fertilizantes e deteriorou as condições comerciais dos agricultores, a demanda global perdeu impulso, com os compradores adotando um comportamento defensivo, cauteloso e seletivo.

Mesmo com a queda de 32% no preço da ureia desde o pico de meados de abril, uma redução superior a US$ 250 por tonelada, isso não conseguiu estimular efetivamente a intenção de compra dos produtores brasileiros. Pernías destacou que essa redução de preços ainda não abriu espaço para compras no Brasil.

No entanto, as importações de sulfato de amônio e TSP (superfosfato triplo) apresentaram crescimento nos últimos meses. Dados da StoneX mostram que as importações de sulfato de amônio cresceram mais de 15% em relação ao período de janeiro a maio de 2025, enquanto as compras de TSP aumentaram 47%. Pernías acredita que esse movimento indica que os importadores brasileiros estão buscando alternativas para obter uma relação custo-benefício mais atraente ou uma oferta mais acessível.

Pernías concluiu que a média histórica das importações brasileiras de fertilizantes mostra que as compras de fertilizantes nitrogenados geralmente ganham impulso a partir de junho, com tendência de aumento gradual ao longo do segundo semestre, para recomposição de estoques para a segunda safra.

Na produção doméstica, dados da Associação Nacional para Difusão de Fertilizantes (Anda) mostram que, no acumulado de janeiro a março de 2026, a produção doméstica de fertilizantes intermediários caiu 16,2%, totalizando 1,41 milhão de toneladas. A associação esclareceu que, embora algumas empresas tenham sido incluídas nas estatísticas devido a mudanças na estrutura acionária ou retomada da produção de ativos, nem toda a produção doméstica foi contabilizada no primeiro trimestre. O estado do Mato Grosso registrou o maior volume de compras no primeiro trimestre, com 2,45 milhões de toneladas, seguido por Goiás (1,1 milhão de toneladas), São Paulo (1,08 milhão de toneladas), Paraná (1,02 milhão de toneladas), Minas Gerais (882 mil toneladas), Mato Grosso do Sul (543 mil toneladas) e Bahia (541 mil toneladas).

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