De acordo com pt.wedoany.com-A empresa de exploração listada na Austrália, Brazilian Critical Minerals Ltd (ASX: BCM), submeteu formalmente, em meados de junho de 2026, dois pedidos de Guia de Utilização (GU) à Agência Nacional de Mineração (ANM) do Brasil, referentes ao projeto de terras raras de adsorção iônica Ema, localizado na região de Apuí, estado do Amazonas, Brasil. Anteriormente, a ANM já havia aprovado, no início de junho de 2026, os relatórios finais de exploração para duas áreas de concessão do projeto. A Guia de Utilização é um mecanismo de licenciamento especial na regulamentação mineral brasileira, que permite a extração controlada de minerais antes da concessão formal da lavra.
A Brazilian Critical Minerals Ltd (ASX: BCM) é uma empresa australiana de capital aberto focada na exploração de projetos de terras raras e ouro no Brasil, com sede em Perth, Austrália Ocidental. O projeto Ema é seu principal ativo, localizado na região de Apuí, estado do Amazonas, com uma área total de concessão de 781 quilômetros quadrados. O projeto é um dos poucos depósitos conhecidos de terras raras de adsorção iônica no mundo adequados para desenvolvimento com a tecnologia de lixiviação in situ (ISR). De acordo com a estimativa de recursos atualizada pela empresa em abril de 2026, o projeto Ema possui recursos totais de 1,071 bilhão de toneladas, com um teor médio de Óxidos de Terras Raras Totais (TREO) de 732 ppm, dos quais 392 milhões de toneladas são recursos indicados.
O pedido de Guia de Utilização é um passo crucial para o projeto Ema transitar da fase de exploração para a fase de desenvolvimento. De acordo com a regulamentação mineral brasileira, após a aprovação do relatório final de exploração pela ANM, o titular da concessão tem um ano para apresentar o pedido formal de licença de lavra. A Guia de Utilização, como licença transitória, permite que a empresa realize extração experimental de minerais antes da aprovação da concessão formal de lavra, a fim de verificar a viabilidade econômica do projeto. O Diretor-Geral da empresa, Andrew Reid, afirmou que a aprovação do relatório final de exploração pela ANM é um "marco regulatório importante" para o projeto Ema, que agora entrou oficialmente no canal de solicitação de lavra. Atualmente, a empresa está avançando na elaboração do estudo de viabilidade, que deve ser concluído até o final de junho de 2026.
Em relação ao licenciamento ambiental, o pedido de licença ambiental submetido pela empresa ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas em maio de 2025 ainda está em análise. O projeto Ema utiliza o processo de lixiviação in situ, que dispensa a mineração a céu aberto tradicional e barragens de rejeitos, não causando desmatamento adicional. O projeto também está avançando com o estudo de viabilidade, previsto para ser concluído até o final de junho de 2026. Se o projeto avançar conforme o planejado, será o primeiro projeto de terras raras no mundo ocidental a ser desenvolvido com a tecnologia de lixiviação in situ.










