Restrições orçamentárias da Agência Nacional de Mineração impedem fiscalização de 43 barragens em 2026
2026-06-10 09:04
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De acordo com pt.wedoany.com-As restrições orçamentárias impostas pelo governo federal estão comprometendo as funções essenciais da Agência Nacional de Mineração (ANM), afetando diretamente a fiscalização de barragens e pilhas de estéril, o combate à extração ilegal, a arrecadação de royalties e a aprovação de novos projetos minerários.

A ANM é responsável por gerenciar mais de 255 mil processos minerários ativos em todo o Brasil, além de realizar a fiscalização de instalações mineiras, a cobrança da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e a autorização de novos projetos no setor. No entanto, as limitações de recursos já levaram a revisões de planejamento e redução de viagens técnicas, dificultando a realização eficaz de fiscalizações in loco.

O impacto mais imediato é a suspensão das inspeções programadas para 2026. Caso a situação orçamentária atual persista, 43 barragens e 18 pilhas de estéril não poderão receber as vistorias técnicas previstas. O órgão destaca que algumas dessas instalações exigem monitoramento contínuo devido aos seus potenciais impactos sociais, ambientais e econômicos.

As restrições orçamentárias também afetam a aprovação de relatórios finais de pesquisa e dos Planos de Aproveitamento Econômico (PAEs), etapas cruciais para transformar descobertas minerais em operações produtivas. Com a redução da capacidade operacional para inspeções e avaliações técnicas, investimentos podem ser adiados, assim como a criação de empregos e a abertura de novas minas.

Outra consequência reflete-se na oferta de áreas minerárias. Atualmente, cerca de 88 mil áreas estão disponíveis para novos investimentos, das quais aproximadamente 17 mil já poderiam retornar ao mercado por meio de procedimentos de licitação pública e leilão. O atraso dessas medidas tende a reduzir o atrativo do capital minerário no Brasil.

A ANM também alerta que projetos envolvendo minerais críticos e estratégicos foram afetados, essenciais para cadeias produtivas relacionadas à transição energética, mobilidade elétrica e tecnologias de baixo carbono. Essa situação ocorre justamente em um período de crescente interesse do mercado internacional por esses recursos.

A redução de recursos ainda compromete as ações de auditoria e fiscalização da CFEM, enfraquecendo o controle sobre a arrecadação de royalties minerários destinados à União, estados e municípios. Projetos de modernização tecnológica, rastreabilidade mineral e combate à mineração ilegal também podem sofrer atrasos ou paralisação.

O órgão considera que a manutenção do cenário atual aumentará os riscos regulatórios, reduzirá a capacidade de fiscalização do país e poderá comprometer a segurança operacional, os investimentos e a competitividade da mineração brasileira nos próximos anos.

Este texto foi elaborado por Wedoany. Qualquer citação por IA deve indicar a fonte “Wedoany”. Em caso de infração ou outros problemas, informe-nos prontamente, por favor. O conteúdo será corrigido ou removido. E-mail: news@wedoany.com
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