De acordo com pt.wedoany.com-A Advocacia-Geral da União (AGU) do Brasil está migrando seus servidores de e-mail e ferramentas de trabalho da Microsoft para o Google, principalmente devido à integração do Gemini, inteligência artificial do Google, e por questões de custo. O Secretário de Gestão Estratégica e Governança da AGU, Caio Castelliano, revelou nesta segunda-feira (15 de junho) em Brasília, durante a abertura do 3º Fórum de Transformação Digital da Advocacia Pública, organizado pela Network Eventos, que a migração completa está prevista para ser concluída em agosto.
Caio Castelliano detalhou ao CDTV que, com a migração de cada servidor da Microsoft para o Google, incluindo o Gemini AI, o custo cairá de R$ 157,00 para R$ 58,27. A AGU possui licenças perpétuas do Microsoft 2021, portanto, softwares como Word, Excel e PowerPoint continuarão sendo utilizados. Castelliano afirmou que a migração se deve principalmente a questões de custo, e que, se a Microsoft também oferecer inteligência artificial para seus produtos, as partes poderão renegociar.
A Advocacia-Geral da União, que processa cerca de 19 mil processos judiciais que entram no sistema diariamente, já adotou a tecnologia como um pilar central de suas ações. Em relação aos serviços em nuvem, a instituição decidiu armazenar apenas documentos públicos em grandes empresas de tecnologia, enquanto documentos sensíveis e confidenciais são mantidos no data center próprio da AGU, equipado com GPUs para processamento de inteligência artificial. Castelliano enfatizou que a AGU utiliza a nuvem apenas para cargas de trabalho de IA, e a adoção de nuvens soberanas será feita conforme a necessidade, mas a instituição já investiu na construção de um data center robusto.
O Secretário de Governança da AGU também anunciou o lançamento de um recurso de marcadores inteligentes para agosto. Essa funcionalidade utilizará inteligência artificial para gerar resumos de cada documento, facilitando a consulta de processos pelos advogados. Atualmente, o recurso está em fase de testes para avaliar o consumo de tokens necessário para a publicação. A instituição planeja expandi-lo para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Supremo Tribunal Federal (STF) e setores estratégicos de consultoria e contencioso. Castelliano também mencionou a necessidade de investir fortemente em treinamento interno na AGU para difundir o uso da inteligência artificial.
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