MG Gold da Cabral Gold no Brasil com 70% de conclusão, produção de ouro no quarto trimestre
2026-06-22 08:39
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De acordo com pt.wedoany.com-A Cabral Gold (TSXV: CBR | OTCQB: CBGZF) está construindo sua primeira mina no distrito aurífero de Cuiú Cuiú, na região de Tapajós, Brasil, com foco na primeira fase de operação de ouro oxidado do depósito MG, planejando extrair ouro de rochas intemperizadas moles próximas à superfície por meio de métodos de processamento de baixo custo. Em 29 de abril de 2026, a construção estava 70% concluída, a licença de mineração completa foi obtida em março de 2026, o financiamento foi garantido e a primeira fundição de ouro está prevista para o quarto trimestre de 2026. Em 11 de junho de 2026, a empresa divulgou os últimos resultados do programa de perfuração de 166 furos no depósito MG, visando validar o trabalho geológico do plano de mineração pré-produção.

Essas perfurações não visam expandir os recursos, mas sim confirmar a consistência e confiabilidade dos teores de ouro nos quais o plano de mineração se baseia, dentro da área de mineração do primeiro ano. O retorno financeiro do projeto está concentrado na fase inicial, e a velocidade com que a operação entrega minério nos teores planejados impacta diretamente o período de recuperação do investimento em construção. O comunicado à imprensa de 11 de junho de 2026 confirmou que o programa visa aumentar a confiança no plano de mineração do primeiro ano do MG e atualizar os recursos atuais.

Dentro da área de mineração planejada, os resultados da perfuração confirmaram teores consistentes de ouro a partir da superfície, com muitos furos terminando em material aurífero, indicando que o depósito continua abaixo da profundidade de perfuração. O plano mostra que o ouro do MG não é esporádico ou irregular; na área de mineração prioritária, o ouro está presente, é contínuo e próximo à superfície. O presidente e CEO da Cabral Gold, Alan Carter, afirmou que os resultados da perfuração de adensamento confirmaram teores consistentes e mais elevados de ouro oxidado a partir da superfície, em espessuras significativas, aumentando a confiança na entrega de minério no plano de mineração. Os teores mais altos observados nos furos podem refletir zonas de mineralização de maior teor dentro do depósito de ouro primário subjacente.

Um estudo realizado pela Ausenco Brazil em julho de 2025 mostrou que, em um cenário base de preço do ouro de US$ 2.500 por onça, o retorno financeiro do projeto é robusto, com recuperação dos custos de construção em 10 meses após a primeira produção. Esses retornos são mais sensíveis ao teor recebido pela planta de processamento nos primeiros anos de operação. O programa de perfuração substituiu as suposições de teor do modelo para a área de mineração do primeiro ano por dados confirmados em campo, protegendo diretamente o retorno financeiro que o projeto visa gerar.

O ouro do MG está presente em rochas intemperizadas moles, não necessitando de detonação antes da mineração. O minério é empilhado em leitos revestidos e o ouro é recuperado por meio de solução. Esse método tem um investimento inicial muito menor do que a construção de uma planta de processamento tradicional, com tempo de comissionamento mais curto e menor complexidade operacional diária. O financiamento concluído em 26 de novembro de 2025 cobriu todos os custos de construção e as necessidades de caixa operacional.

A Cabral Gold obteve a licença de mineração e o financiamento para a construção. A licença de mineração completa foi obtida em março de 2026, e o financiamento foi concluído em 26 de novembro de 2025. Em 29 de abril de 2026, a construção estava 70% concluída, com orçamento e cronograma dentro do planejado. O risco restante é concluir a construção restante e iniciar a instalação dentro do prazo.

Resultados de 124 dos 166 furos já foram divulgados. Espera-se que uma atualização de recursos incluindo todos os 166 furos seja concluída até o final de junho de 2026. A atualização formal do material do MG, reclassificando as onças para categorias de maior confiança, reduzirá o desconto de risco de mercado e aumentará a confiança dos credores.

A Cabral Gold planeja usar a receita do ouro da primeira fase de produção do MG para financiar a exploração em uma área mais ampla, evitando diluir os investidores existentes por meio da emissão de novas ações. O distrito de Cuiú Cuiú possui mais de 50 alvos de perfuração, e o número de sondas ativas está aumentando de 3 para 6. De acordo com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) do Brasil, estima-se que a região de Tapajós tenha produzido entre 30 e 50 milhões de onças de ouro aluvial entre 1978 e 1995, e Cuiú Cuiú produziu historicamente cerca de 2 milhões de onças. Um estudo de maior escala sobre o potencial de ouro em rocha dura do distrito está planejado para 2027, financiado pelo caixa gerado pelo projeto MG.

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