De acordo com pt.wedoany.com-O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) do Brasil registrou 223 solicitações de projetos, com capacidade total instalada de 11,5 gigawatts (GW), interessados em sair do Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (Cust) por meio de um mecanismo especial e renunciar às licenças de geração consideradas inviáveis. Esse número superou as expectativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ao aprovar a Resolução Normativa nº 1.157/2026, que estimava cerca de 9,5 GW de contratos sem viabilidade econômica e com potencial para aderir ao mecanismo.

Das 223 solicitações recebidas, 211 correspondem a projetos solares, totalizando 9,3 GW. Outras nove solicitações envolvem projetos eólicos, cerca de 300 megawatts (MW), e três solicitações são de usinas termelétricas, representando 1,9 GW. Esses projetos estão distribuídos em nove estados: Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais (liderando com 4 GW de capacidade registrada) e Bahia (2,8 GW).
Essas solicitações passarão primeiro por uma análise documental do ONS. Os projetos considerados elegíveis serão encaminhados à Aneel, que decidirá sobre a revogação das respectivas licenças de geração.
A resolução, aprovada em reunião da diretoria da Aneel, estabeleceu uma nova rodada do mecanismo de "dia de perdão", permitindo a revogação de licenças e a rescisão de contratos Cust sem o pagamento da multa de rescisão do Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (Eust). A medida também prevê a devolução das garantias associadas aos contratos e a isenção de multas por atraso na entrada em operação comercial. Segundo a Aneel, a iniciativa visa reduzir o risco de inadimplência das transmissoras e liberar a capacidade de transmissão atualmente ocupada por projetos de difícil implementação, em vez de beneficiar os geradores.
Durante a discussão da norma, a área técnica estimou que cerca de 9,5 GW de Uso do Sistema de Transmissão (Must) estavam relacionados a projetos sem perspectiva de implantação, com potenciais custos de rescisão contratual em torno de 3,5 bilhões de reais. A Aneel rejeitou propostas apresentadas durante a consulta pública para aumentar o custo de adesão, como a cobrança parcial da multa de rescisão, a exclusão da isenção de multas e a imposição de restrições futuras aos empresários beneficiados. A agência avaliou que aumentar o custo de adesão reduziria a eficácia do plano entre os participantes que enfrentam dificuldades econômicas.
As empresas interessadas em participar do mecanismo devem apresentar formalmente suas solicitações até 16 de junho. De acordo com o cronograma estabelecido na resolução, o ONS deve enviar à Aneel, até 20 de agosto, a lista de projetos que atendem aos requisitos de participação.
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