Universidade Hasanuddin, da Indonésia, propõe quadro de cooperação para coleta de dados sobre ervas marinhas em 2025
2026-06-26 10:57
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De acordo com pt.wedoany.com-A professora Rohani Ambo‑Rappe, da Universidade Hasanuddin, na Indonésia, em colaboração com diversas instituições nacionais, propôs um quadro de cooperação com múltiplas partes interessadas para resolver o problema da coleta de dados sobre ervas marinhas no país, que há muito é fragmentada e carece de métodos padronizados. O estudo foi disponibilizado online em 18 de outubro de 2025 e publicado oficialmente no volume 271 da revista Ocean and Coastal Management em 1º de janeiro de 2026.

Os prados de ervas marinhas desempenham um papel importante na biodiversidade, segurança alimentar e mitigação climática, mas estão em declínio acelerado em todo o mundo devido a atividades humanas. A proteção eficaz requer coleta e mapeamento padronizados de dados. Na Indonésia, a inconsistência de métodos e a falta de coordenação resultam em dados fragmentados, dificultando o mapeamento e causando retrabalho. O novo quadro concentra-se em desafios como o apoio financeiro limitado e a falta de dados padronizados de campo e mapeamento, estabelecendo quatro estratégias: criar uma parceria nacional de mapeamento de ervas marinhas, padronizar diretrizes de coleta de dados, identificar coletores de dados por meio de pesquisas e realizar workshops de capacitação para treinar coletores na coleta de dados e estimativa de carbono. Essas estratégias permitem a criação de um conjunto de dados unificado e de alta qualidade, utilizável para mapeamento nacional, e melhoram a coordenação entre as partes interessadas.

Pesquisadores da Indonésia propõem novo quadro para enfrentar os desafios na coleta de dados sobre ervas marinhas no país.

Quadro de cooperação eficaz para coleta nacional de dados sobre ervas marinhas proposto por pesquisadores da Indonésia.

A professora Ambo‑Rappe, ao citar o estudo, expressou a esperança de que este novo quadro ajude a resolver o problema persistente da variabilidade, utilizando a Indonésia como estudo de caso. O estudo apoia o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (Vida na Água) da ONU, que exige a gestão e proteção sustentáveis dos ecossistemas marinhos e costeiros, ao mesmo tempo que contribui para o Objetivo 2 (Fome Zero) e o Objetivo 13 (Ação Climática) ao promover sistemas alimentares sustentáveis e uma melhor monitorização dos ecossistemas de carbono azul. A professora Ambo‑Rappe acrescentou que o quadro pode servir como modelo prático para outros países costeiros e arquipélagos que enfrentam desafios semelhantes de fragmentação de dados sobre ervas marinhas, coordenação limitada e monitorização de ecossistemas em grande escala.

DOI da referência: https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2025.107968

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