Produção de ouro no Zimbábue pode atingir 300 toneladas/ano após aumento da exploração
2026-06-28 16:11
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De acordo com pt.wedoany.com-No Simpósio do Ouro da Câmara de Minas (Chamber of Mines Gold Symposium), Mugumbate afirmou que o Zimbábue e o Cráton Yilgarn, no oeste da Austrália, pertencem geologicamente ao mesmo supercráton antigo, com potencial de reservas de ouro comparável, mas com uma enorme diferença na produção atual. Estudos geológicos mostram que, há cerca de 2,6 bilhões de anos, esses dois crátons faziam parte do supercráton arqueano — o Cráton Zimgarn —, compartilhando a mesma história tectônica, ambiente geológico e sequência de rochas granito-greenstone.

Em sua apresentação, Mugumbate comparou os dados de produção de ouro das duas regiões. Em 1980, a produção anual do Cráton do Zimbábue (Zimbabwe Craton) e do Cráton Yilgarn era de cerca de 30 toneladas cada. Em 2025, a produção de ouro do Zimbábue foi de 46,7 toneladas, enquanto a produção estimada do Cráton Yilgarn (onde se localiza a lendária região aurífera da Austrália Ocidental) atingiu 300 toneladas. Mugumbate destacou que essa enorme diferença de produção ressalta o potencial de exploração do Zimbábue, acreditando que os dois crátons estiveram conectados durante o período geológico e só se separaram posteriormente.

Mugumbate considera que o Zimbábue teve pouca atividade de exploração nas últimas duas décadas e, apesar de ser rico em recursos minerais, permanece subexplorado há muito tempo. Ele apontou que a política "Zimbábue está aberto para negócios", anunciada pelo Presidente Mnangagwa em 2017, em Davos, deveria ter estimulado a exploração, mas o trabalho correspondente não foi implementado. O diretor do Serviço Geológico (Geological Survey) afirmou que a exploração atual está principalmente limitada às áreas ao redor de minas antigas descobertas por povos antigos, que já encontraram mais de 5.000 depósitos de ouro. No entanto, nas últimas décadas, apenas algumas novas áreas auríferas greenfield, como Maligreen e Dokwe, foram descobertas, o que significa que o Zimbábue possui um vasto potencial greenfield inexplorado.

Mugumbate também destacou uma falha estrutural significativa na mineração do Zimbábue: de um lado, milhares de garimpeiros artesanais; do outro, algumas poucas grandes empresas mineradoras, faltando empresas de médio porte. Ele acredita que o Zimbábue precisa de uma cadeia produtiva que conecte os garimpeiros artesanais às grandes mineradoras, preenchendo a lacuna de escala por meio da exploração em larga escala de pequenos depósitos, o que também representa um enorme potencial. Ele concluiu que, sob condições adequadas de políticas e investimentos, o Zimbábue tem grande potencial para descobrir depósitos de ouro.

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