Conexis Brasil lança plano digital que visa impulsionar PIB em R$ 700 bilhões
2026-07-02 10:20
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De acordo com pt.wedoany.com-A Conexis Brasil Digital divulgou um plano de desenvolvimento da economia digital voltado aos candidatos à presidência do Brasil, estruturado em três pilares: incentivar investimentos e aumentar a segurança jurídica e a sustentabilidade econômica do setor; promover um ecossistema digital competitivo baseado em regras justas e redução de assimetrias entre diferentes agentes econômicos; e políticas voltadas à formação de talentos digitais e à soberania digital.

O CEO da entidade, Marcos Ferrari, em entrevista à CDTV durante a Cúpula Digital Nacional da GSMA, realizada em 30 de junho em São Paulo, afirmou que as propostas estão divididas em dois eixos: o eixo habilitador, que visa alterar regras do setor para simplificar processos de investimento, e o eixo transformador, focado em criar valor a partir da infraestrutura digital existente.

A Conexis destaca que a consolidação da economia digital no Brasil pode impulsionar um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) entre R$ 700 bilhões e R$ 1,3 trilhão. As propostas incluem: implementar programas de alfabetização digital, reduzir assimetrias regulatórias entre operadoras de telecomunicações e grandes provedores de conteúdo digital, modernizar e simplificar a regulação, e reduzir a carga tributária sobre serviços e equipamentos de telecomunicações por meio de ajustes fiscais.

Entre as propostas, também consta uma recomendação para combater atividades criminosas que afetam a infraestrutura digital do país. Ferrari enfatizou que o Brasil já está conectado e que o objetivo deve ser a transição para um Brasil digital, sendo crucial capacitar as pessoas com habilidades para utilizar meios digitais e aumentar a produtividade.

Para ampliar a conectividade, especialmente para a população de baixa renda, a Conexis apresentou diversas medidas, incluindo a criação de um programa de subsídio à conexão para famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica e a criação de um programa nacional de capacitação em habilidades digitais, com foco em áreas estratégicas para o futuro do trabalho.

Em termos de incentivo a investimentos, o setor exige maior segurança jurídica e regulatória para os leilões de espectro, incentiva o compartilhamento de redes entre operadoras, propõe políticas públicas de proteção à infraestrutura de telecomunicações para combater o crime organizado e o mercado ilegal, e amplia e fortalece a aplicação dos recursos do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) em políticas públicas do setor.

No que diz respeito à integração das telecomunicações ao ecossistema digital, a proposta sugere ampliar as funções do Ministério das Comunicações para que atue como um Ministério da Digitalização, tornando-se o órgão centralizador da agenda digital; expandir as atribuições da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); e promover a igualdade de regras entre empresas de telecomunicações e outros agentes do setor.

O setor também propõe o reconhecimento legal da distinção entre relações empresariais e relações de consumo, bem como a garantia de segurança jurídica para que operadoras e grandes plataformas digitais possam negociar livremente, especialmente considerando o enorme volume de tráfego de dados gerado por essas plataformas.

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