De acordo com pt.wedoany.com-A Mercurio Partners está buscando adquirir campos maduros onshore para integrar verticalmente seu negócio de geração de energia a gás natural.
A empresa arrematou dois projetos termelétricos a gás natural no segundo leilão de reserva de capacidade: UTE Paulínia (23 MW) e UTE Pilar (250 MW). Atualmente, a Mercurio Partners está focada em estruturar o portfólio de fornecimento de gás para essas usinas.
O cofundador da Mercurio, Alexandre Americano, disse em entrevista ao podcast gas week que a Jupiter, trader de gás natural do grupo, já opera no mercado, enquanto a empresa está atenta a oportunidades de compra de moléculas de gás natural no Brasil e nos países vizinhos Argentina e Bolívia. Ele também mencionou que existem várias opções para estruturar o portfólio de fornecimento, incluindo a possível aquisição de ativos upstream para obter um portfólio próprio de moléculas de gás natural. Americano revelou que a empresa já participou de alguns processos de aquisição de ativos e tem "várias frentes abertas" nesse sentido.
A Mercurio foi uma das fundadoras da MGás (posteriormente vendida ao grupo J&F) e, após desinvestir desse ativo, criou a Jupiter Gás Natural. Americano afirmou que, atualmente, a Jupiter está mais focada em estruturar contratos de gás natural para usinas termelétricas, mas que no futuro entrar no mercado livre de gás natural pode fazer sentido. Ele disse que a empresa não está investindo pesadamente nessa área no momento, concentrando-se no mercado termelétrico, mas que, a partir de 2027, essa será uma rota muito viável para a Jupiter.
A Mercurio também vê sinergias entre as operações da Jupiter no mercado de gás natural e a Tyr Energia (trader do grupo que atua no mercado livre de energia), especialmente no aproveitamento da base de pequenos clientes no segmento B2B.
Na entrevista, Americano detalhou outros projetos: a UTE Paulínia (estado de São Paulo), que havia sido contratada como termelétrica a biometano no leilão emergencial de 2021 e foi recontratada no leilão de reserva de capacidade, agora convertida em termelétrica a gás natural; a UTE Pilar (250 MW), um projeto greenfield no estado de Alagoas, que será implementado em fases, com previsão de entrada em operação entre 2028 e 2029. A Mercurio planeja expandir a UTE Pilar em futuros leilões de capacidade adicional e visa desenvolver projetos de baterias no mesmo complexo para aproveitar sinergias de utilidades. Americano também detalhou a estrutura de capital da UTE Pilar, um projeto em parceria com a gestora de recursos HIX Capital, com investimento de 1,4 bilhão de reais na usina.
Ele também mencionou que a Mercurio passou por uma mudança em sua estrutura societária este ano, com a entrada do ex-presidente do banco Votorantim, Gabriel Ferreira, como sócio. O executivo prevê que a crise no mercado livre de energia pode desencadear uma onda de consolidação no setor e defende medidas regulatórias para conter o domínio das distribuidoras no mercado livre de energia no varejo.









