AST submete ao Brasil o primeiro pedido de constelação não-GEO para dispositivos diretos

2026-07-03 13:54
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De acordo com pt.wedoany.com-A AST SpaceMobile submeteu ao Brasil, em junho, o primeiro pedido de "registro" de uma constelação não geoestacionária (NGEO) do país, composta por centenas de satélites voltados para aplicações de dispositivos diretos (direct-to-device), com cobertura otimizada para o Brasil. O registro é um processo necessário para a coordenação internacional de posições orbitais e espectro, sob responsabilidade da União Internacional de Telecomunicações (UIT), e cada país submete solicitações por meio de seu representante internacional (no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)). Atualmente, o Brasil não possui nenhum registro desse tipo de constelação. Caso a Anatel aceite, a solicitação será encaminhada para coordenação global. O pedido envolve faixas de espectro de satélite, frequências IMT para operações terrestres e faixas de operação de gateways.

A posição orbital do Brasil confere ao país solicitante prioridade e jurisdição sobre a constelação, mas o Brasil não pode solicitar posições à UIT arbitrariamente, pois há prazos de ocupação; se não forem cumpridos, o país perde a prioridade.

Embora a AST SpaceMobile não seja uma empresa brasileira, o Brasil pode exigir que a empresa solicitante assuma certas obrigações (como cobertura, gateways locais, etc.) para operar sob a posição e frequência coordenadas no país. Esse mecanismo é crucial quando um país busca ter certo grau de soberania sobre constelações que operam em seu território.

O pedido da AST SpaceMobile pela posição NGEO no Brasil faz parte de sua competição global: a empresa está buscando garantir pontos de apoio em todo o mundo. Nos Estados Unidos (onde a AST é uma empresa americana), apenas empresas com direitos de espectro local podem solicitar coordenação global por meio do país. As regras da Comissão Federal de Comunicações (FCC) atualmente favorecem principalmente a Starlink, e a AST está contestando isso junto aos reguladores locais. Enquanto isso, a empresa está garantindo o máximo de direitos operacionais por meio de outros países, já tendo submetido registros por meio do Reino Unido e da Alemanha, e agora busca fazê-lo diretamente pelo Brasil.

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Recentemente, a Anatel autorizou a AST a operar na faixa S no Brasil, com largura de banda de 10 MHz + 10 MHz. A Starlink contestou o plano de divisão de faixas proposto pela Anatel e apresentou um recurso com pedido de suspensão. Na semana passada, o presidente da agência, Carlos Baigorri, indeferiu o pedido de suspensão, e o mérito do recurso será julgado pelo conselho.

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