Projeto Moegão no Brasil entra em fase final de construção com investimento superior a R$ 650 milhões
2026-07-03 16:15
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De acordo com pt.wedoany.com-O projeto brasileiro da instalação de movimentação de granéis "Moegão", administrado pela Portos do Paraná, entrou em sua fase final de construção, com progresso geral de 95%. O investimento total no projeto ultrapassa R$ 650 milhões (cerca de US$ 124,8 milhões), financiado por recursos próprios da autoridade portuária e empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com a conclusão da instalação do último módulo de corredor metálico no sistema de transporte de grãos e farelos vegetais, o projeto deu um passo crucial.

Esses corredores metálicos formam um sistema de transporte com cerca de 1,7 km de extensão total, com mais de 4.000 metros de correias transportadoras já instaladas em seu interior. No túnel construído especificamente para a instalação, há três linhas de correias que podem operar de forma independente, capazes de transportar a carga descarregada dos trens simultânea ou separadamente até o terminal de exportação. Atualmente, a torre de moega e o sistema de segurança contra incêndio (SPCI) já foram concluídos, e a torre do elevador, responsável por elevar a carga recebida pela moega até a correia transportadora de altura, também foi instalada.

O conjunto de silos de grãos já está equipado com grande quantidade de dispositivos, pronto para operação. Alguns equipamentos-chave estão localizados no subsolo, com profundidade total de 14 metros, equivalente à altura de um edifício de quatro andares. O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando García, afirmou que o projeto é um dos mais inovadores do setor ferroviário brasileiro. A instalação concentrará o recebimento de cargas vegetais a granel transportadas por trem em um único ponto, para posterior embarque por navio. Atualmente, a capacidade diária de processamento do Porto de Paranaguá é de no máximo 550 vagões; com a operação do Moegão, será possível descarregar até 900 vagões em 24 horas, um aumento de 63% na eficiência operacional.

Após a entrada em operação, a instalação elevará a capacidade anual de recebimento ferroviário de grãos e farelos do Porto de Paranaguá dos atuais pouco mais de 5 milhões de toneladas para 24 milhões de toneladas. O projeto reservou espaço para futuras expansões ferroviárias, incluindo a extensão da Ferroeste até o estado de Mato Grosso do Sul e a reestruturação da Rede Ferroviária Sul. A instalação Moegão atenderá 11 terminais portuários do Corredor de Exportação Leste (Corex), cabendo às empresas interessadas conectar seus sistemas de recebimento de carga na torre de transbordo, e algumas já iniciaram esse trabalho.

Na fase final da obra, a equipe de construção está avançando simultaneamente em várias frentes de trabalho, incluindo os acabamentos da linha férrea. Segundo o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Víctor Kengo, restam apenas alguns metros de trilhos a serem assentados, com previsão de entrega desse trecho até o final de julho. Além disso, o prédio administrativo e de manutenção, localizado ao lado dos silos de grãos, está em construção, e a subestação elétrica dedicada ao fornecimento de energia para a instalação Moegão também está sendo instalada.

O complexo possui três linhas ferroviárias que podem operar de forma independente, cada uma capaz de descarregar três vagões simultaneamente. Atualmente, o recebimento ferroviário de grãos e farelos não é centralizado, e os vagões precisam se dirigir separadamente a cada terminal, resultando em frequentes manobras ferroviárias que, às vezes, interrompem o tráfego nas ruas da área portuária por mais de 40 minutos. Com o novo design, o número de passagens de nível (cruzamentos entre ferrovia e ruas) será reduzido de 16 para 5, e o tempo de interrupção do tráfego será encurtado para alguns minutos. O complexo de carga e descarga de trens ocupa uma área de 600.000 metros quadrados, com design em formato de pêra, permitindo entrada e saída por duas direções, evitando congestionamentos nas ruas e otimizando as operações de descarga.

Os corredores são equipados com dispositivos para evitar a dispersão de poeira durante o transporte da carga. As moegas possuem sistemas para coletar partículas geradas durante o descarregamento dos vagões, e esses resíduos retornam às moegas, contribuindo para melhorar a qualidade do ar e evitar perdas de carga.

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