Empresa Brasileira de Minerais Críticos inicia aquisição e engenharia do projeto de terras raras Ema

2026-07-08 08:58
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De acordo com pt.wedoany.com-A empresa australiana de capital aberto Brazilian Critical Minerals Ltd (ASX: BCM) anunciou em julho de 2026 que concluiu uma captação de recursos de 10 milhões de dólares australianos (aproximadamente 6,7 milhões de dólares americanos) por meio de colocação institucional para seu principal ativo, o projeto de terras raras Ema, localizado no sudeste do estado do Amazonas, Brasil. A empresa afirmou que dará início imediato à engenharia de front-end (FEED), perfuração de poços de produção e aquisição de equipamentos de longo prazo, avançando o projeto em direção à decisão final de investimento (FID).

A Brazilian Critical Minerals é uma empresa de exploração e desenvolvimento de terras raras com sede em Perth, Austrália Ocidental. Esta captação de recursos foi realizada por meio da emissão de aproximadamente 190,1 milhões de novas ações ao preço de 0,053 dólar australiano por ação, divididas em duas parcelas: a primeira, incondicional, captou cerca de 7,4 milhões de dólares australianos, e a segunda, de aproximadamente 2,7 milhões de dólares australianos, depende da aprovação em assembleia geral de acionistas prevista para meados de agosto de 2026. A empresa estima que, após a conclusão da transação, seu saldo de caixa será de aproximadamente 14 milhões de dólares australianos. A Barrenjoey Markets e a Wallabi Group atuaram como coordenadores líderes conjuntos desta captação.

Teste de recuperação no local do projeto Ema

O avanço desta captação baseia-se no estudo de viabilidade (BFS) recentemente concluído para o projeto Ema. O estudo mostra que o capex da Fase 1 do projeto é de aproximadamente 74 milhões de dólares americanos, incluindo uma contingência de 14,4% e um sistema de captura e armazenamento de carbono no local. O sistema de captura de carbono está avaliado em 19 milhões de dólares americanos e é utilizado para recuperar o dióxido de carbono dos gases de escape dos geradores a diesel, a fim de produzir bicarbonato de magnésio. O cenário base do estudo pressupõe um preço médio de óxido de praseodímio-neodímio (NdPr) de 108 dólares americanos por quilograma ao longo do ciclo de vida. Com base nessa premissa de preço, o valor presente líquido do projeto após impostos é de 1,47 bilhão de dólares americanos, com uma taxa interna de retorno de 105% e um período de retorno do investimento de apenas 6 meses. A construção da Fase 1 deve levar dois anos, com capacidade anual projetada de 5.500 toneladas de óxidos totais de terras raras (TREO) e 1.900 toneladas de óxidos de terras raras para ímãs permanentes (MREO); a Fase 2 planeja um investimento adicional de 27 milhões de dólares americanos para dobrar a capacidade.

O projeto Ema abrange aproximadamente 189 quilômetros quadrados, com a área de concessão localizada na região de Apuí, no estado do Amazonas. O projeto utiliza a tecnologia de lixiviação in situ (ISR) para desenvolver a mineralização de terras raras em argilas de adsorção iônica, evitando a mineração a céu aberto tradicional, pilhas de estéril e barragens de rejeitos, sendo o único projeto de desenvolvimento de terras raras no mundo ocidental a adotar essa tecnologia. A estimativa de recursos minerais atualizada em abril de 2026 é de 1,071 bilhão de toneladas, com teor de TREO de 732 ppm, totalizando 785.400 toneladas de TREO.

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Como um dos projetos de terras raras com menor intensidade de capital no mundo ocidental, o avanço do projeto Ema tem importância estratégica significativa para a diversificação da cadeia de suprimentos global de terras raras. Com o início das atividades de aquisição e engenharia, o projeto está transitando de forma constante da fase de exploração para a fase de desenvolvimento e construção.

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