De acordo com pt.wedoany.com-As exportações brasileiras de autopeças para Argentina e Estados Unidos continuam em queda, enquanto as compras da China aumentam. No primeiro semestre, as vendas para Argentina e EUA caíram 22,7% e 10,4%, respectivamente, enquanto as importações da China cresceram 25% no mesmo período.
As vendas de autopeças brasileiras para a Argentina caíram de US$ 1,56 bilhão no mesmo período do ano anterior para US$ 1,2 bilhão; as exportações para os EUA caíram de US$ 632,3 milhões para US$ 566,5 milhões. Essas quedas foram parcialmente compensadas pelo crescimento em outros mercados: as exportações para o México totalizaram US$ 403,9 milhões, um aumento de 14,9%; para a Colômbia, US$ 143,42 milhões, alta de 36,6%.
No geral, as exportações totais de autopeças do Brasil no primeiro semestre foram de US$ 3,8 bilhões, uma queda de 5,5% em relação ao ano anterior. A Associação Brasileira da Indústria de Autopeças (Sindipeças), em seu relatório mensal de balança comercial, apontou a Argentina como o principal fator para a fraqueza das exportações. A associação afirmou que a Argentina representa cerca de 30% das exportações brasileiras de autopeças, e a redução de 22,7% em suas compras está alinhada com a queda de 19,3% na produção do país, refletindo os impactos de fatores como a abertura comercial e a valorização cambial promovidas pelo governo argentino.
A associação destacou que a América do Sul concentra metade das exportações brasileiras de autopeças, tornando o desempenho da região decisivo para os resultados gerais do setor. No primeiro semestre, as vendas para a América do Sul caíram 9,1%, principalmente devido ao impacto da Argentina, enquanto outros mercados tiveram bom desempenho: as exportações para o Peru cresceram 87,5%, para a Colômbia 36,6% e para o Paraguai 23,9%.
Com a queda das exportações e a estabilidade das importações, o déficit comercial de autopeças no primeiro semestre aumentou 4%, passando de US$ 7,43 bilhões no mesmo período do ano anterior para US$ 7,75 bilhões.










