Incerteza cresce entre fabricantes mexicanos e eficiência operacional torna-se foco
2026-07-21 10:27
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De acordo com pt.wedoany.com-Após dois anos de boom de investimentos impulsionados pelo nearshoring, o panorama industrial do México volta-se para a concorrência em eficiência operacional. A revisão do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (T-MEC), somada às incertezas tarifárias, leva as empresas a reavaliarem suas estratégias de crescimento. O desafio passou de atrair capital para fortalecer a capacidade operacional das fábricas já instaladas. Esta é a avaliação de Jerry Huang, vice-presidente de marketing global da Getac, sobre a situação atual.

Fábricas localizadas nas regiões de Bajío, Nuevo León e Jalisco enfrentam maior pressão devido a potenciais mudanças nas regras de origem, novas tarifas e crescentes exigências de eficiência.

Em 2025, o México atraiu mais de 40 bilhões de dólares em investimento estrangeiro direto, mas as incertezas decorrentes da revisão do T-MEC já desaceleraram as novas decisões de investimento. A pesquisa "Perspectivas Executivas 2026" da KPMG mostra que 58% dos fabricantes mexicanos se consideram em um ambiente de incerteza e disrupção contínua. Huang destaca que as empresas não podem esperar que o ambiente de negócios se estabilize para avançar na modernização operacional, digitalização e aumento da produtividade.

Fábricas localizadas nas regiões de Bajío, Nuevo León e Jalisco enfrentam maior pressão devido a potenciais mudanças nas regras de origem, novas tarifas e exigências de eficiência por parte dos clientes americanos. Huang afirma que, com a rápida implementação digital durante o boom do nearshoring, a infraestrutura tecnológica deve evoluir para um sistema robusto, capaz de atender às demandas operacionais em qualquer cenário.

Huang usa o setor de mineração como exemplo para ilustrar a necessidade de fortalecer a infraestrutura tecnológica. O México é o maior produtor mundial de prata, mantendo operações contínuas em estados como Zacatecas, Durango e Sonora. Processos como perfuração, monitoramento de túneis, controle remoto de máquinas e análise mineral dependem de equipamentos que funcionem em ambientes com poeira, vibração, altas temperaturas e conectividade limitada. Ele enfatiza que falhas no sistema não causam apenas interrupções técnicas, mas também podem levar à paralisação da produção, interrupção de máquinas e até riscos à segurança do pessoal.

Huang acredita que congelar investimentos em infraestrutura tecnológica durante períodos de incerteza é um erro comum, mas a capacidade operacional tem um valor estratégico ainda maior nesses momentos. Entre as tecnologias que aumentam a resiliência industrial, ele menciona a computação de borda, a manutenção preditiva baseada em inteligência artificial e equipamentos projetados especificamente para ambientes industriais exigentes. Huang observa que o custo da mão de obra na indústria manufatureira mexicana é cerca de um quarto do custo nos Estados Unidos, e essa vantagem continua a atrair cadeias de suprimentos globais. No entanto, para manter a competitividade, é necessário aumentar a produtividade por meio de processos mais eficientes e automatizados.

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